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4 de março de 2012

The Secret

 Sophia.

Capítulo 7 – Primeiro dia de aula. 

Abri os olhos e me deparei deitada em cima de um monte de roupas no chão, rapidamente levantei-me assustada e sem entender nada. 
Olhei no espelho e percebi que eu estava manchada e com os olhos inchados, até que me veio à memória a cena que presenciei no dia anterior e as lágrimas voltaram a cair.
 
Logo me sentei ao chão novamente e continuei a chorar, até que minha mãe me interrompesse batendo na porta.
 
- Ei, você não vai à escola hoje? – ela dizia do outro lado da porta.
 
Rapidamente tratei de enxugar as lágrimas e limpar meus olhos que estava pretos por conta da maquiagem borrada.
 
- Acho que... Não mãe, o meu pé voltou a doer novamente. – eu menti. Não sei capaz de ir a escola hoje, não seria capaz de ver
 Arthur novamente, não conseguiria ficar em pé ao lembrar de todas aquelas palavras que Arthur me dizia e que tão de repente,elas já não tinham valor algum.
Eu queria muito conseguir odiá-lo, mas era praticamente impossível. Havia algo dentro de mim que era mais forte que o ódio e, portanto, não me permitia sentir este sentimento que eu tanto desejava.
 
- Tem certeza? Pois ontem estava tudo bem, você até entrou na piscina com os outros... – ela desconfiava de minha resposta.
 
- Mãe, eu não sei ok? Eu vou ver aqui e já desço. – falei quase perdendo a paciência com ela.
 
Ouvi seus passos se afastando do local e então voltei a chorar. Eu já não me conformava que em todo esse tempo ele me enganava, que em todo este tempo eu fui capaz de acreditar que seus sentimentos por mim eram reais, que ele realmente não banalizava o “eu te amo”. Mas só agora fui capaz de enxergar a verdade, que estava o tempo todo na minha cara.
 
De repente parei de chorar e logo me veio em mente que eu não deveria sofrer por um cara que não deve estar se importando comigo, eu não deveria sofrer e deixar de ir à escola por isso... Então decidi que eu iria, só para olhar em seu rosto e demonstrar que eu estava bem, e que ele não me fez sofrer. Mesmo isso sendo uma mentira.
 
Rapidamente me levantei, e liguei a água da banheira. Enquanto ela enchia eu ia apressadamente pegando meu uniforme. Ele era ridículo e eu o odiava, mas tinha que usá-lo, infelizmente.
 
Coloquei primeiro a perna esquerda dentro da banheira e verifiquei a temperatura que por sinal estava perfeita, morna. Coloquei a outra perna e me sentei. Tomei meu banho o mais rápido o possível, o que demorou por volta de 10 minutos, enrolei-me em minha toalha e corri para meu quarto.
 
Em poucos minutos, eu já estava vestida e com os sapatos calçados. Olhei para o relógio que marcava 12:40 e eu deveria estar na escola as 13:00.
 
Soltei o meu cabelo que estava preso com um coque, penteei-o o mais rápido o possível e joguei minha franja para o lado. Estava perfeito.
 
Peguei alguns utensílios de maquiagem básica e passei, logo eu estava pronta. Antes de sair do quarto fui até minha cama, peguei minha mochila e desci as escadas correndo.
 
- Tchau mãe, beijos. – dei rapidamente um beijo no rosto de minha mãe e logo me virei para a porta.
 
Assim que saí de casa me deparei com o carro preto de
 Micael, que estava com os vidros dianteiros abaixados, o que me permitia vê-lo. 
- Vamos? – ele abaixou os óculos escuros me chamando para entrar.
 
-
 Micael, o que você está fazendo aqui? – perguntei do outro lado da rua. 
- Não importa, atravessa logo a rua e entra aqui. – ele falou numa voz autoritária e eu o obedeci.
 
Entrei no carro e
 Micael logo deu partida. 
- Não acha mesmo que eu te deixaria ir sozinha para a escola sabendo sua situação? – ele perguntou.
 
- Que situação
 Micael? Estou ótima. – eu mentia. 
- Você ainda tenta fingir que não gosta dele? Eu já sei de tudo e você sabe. – ele disse.
 
- Ok – suspirei – você sabe de tudo. – concordei.
 
- Então pronto – ele riu – mas então... Eu gosto muito de você ok
 Luinha? E o que o idiota do Arthur fez com você ontem, não foi nem um pouco válido. – ele dizia numa voz acolhedora. 
-
 Micael, obrigado. – abaixei a cabeça – obrigado pelo apoio, talvez seja o que eu mais preciso agora. – eu disse. 
- Sua boba – nós rimos.
 
- Acho que já chegamos. – ele disse avistando a escola.
 
- É também acho. – eu disse olhando os alunos rindo e conversando no grande jardim que se localizava em frente à entrada.
 
- Bom, vou só estacionar e já saímos ok? – ele disse já locomovendo o automóvel.
 
Em questão de segundos
 Micael estacionou o carro, ele pegou seu wayfarer preto e colocou nos olhos,abri a porta do carro e ele abriu a dele. Descemos do automóvel sentindo olhares e cochichos pelos cantos, aquelas pessoas eram realmente fofoqueiras e chatas. 
Continuamos andando em silêncio até a entrada, foi quando senti alguém pular em minhas costas. -
 Luinha! Pensei que você não ia vir hoje depois de... – Mel desistiu de terminar a frase. - Não Mel,está tudo bem. – tentei fingir que estava totalmente bem. 
- E aí dude,eu te procurei por todas as partes... –
 Arthur dizia se aproximando de Micael até perceber minha presença – E... – ele não terminou a frase. 
-
 Micael, nos vemos depois ok? Tchau. – eu disse me virando para outra direção comMel.
Era incrível como meu coração batia forte quando eu o via, e era incrível a capacidade dele de me fazer sofrer ao mesmo tempo.
 
Ouvimos o sinal bater, o que fez todos os alunos se direcionarem para a entrada, preferi não encarar o tumulto e vim para traz.
 
- Melhor os deixar ir... – eu disse para
 Mel.
- É... – ela dizia sem vontade de responder.
 
A minha vontade era de ter uma conversa clara com
 Mel naquele momento e perguntar o que estava havendo com ela e com Sophia que estava em um canto qualquer com seus outros “amigos” ricos. Mas não fiz isso, preferi me calar. Talvez o silêncio fosse a chave para as respostas virem. 
Quando o lugar estava esvaziando comecei a andar para a porta da entrada,até avistarSophia gritando:
 
-
 Mel,vem aqui. – ela gritava chamando Mel que estava ao meu lado. 
Ela rapidamente correu até
 Sophia me deixando sozinha, o que não me importava muito. Continuei o meu caminho passando pelos corredores e pelos armários da escola até chegar à sala de Literatura, as nossas primeiras aulas. 
Cheguei avistando algumas pessoas do ano passado que não deram tanta importância para minha presença, a Srta. Cameron (nossa professora) ainda não havia entrado. Sentei-me na terceira carteira da segunda fileira ao lado de Morgan, uma colega de classe.
 
-
 Luinha! Que bom ver você novamente, pensei que não estaria mais neste colégio... – disse Morgan totalmente animada, ao contrário de mim. 
- Pois é Morg,eu desisti da companhia de teatro,apesar de eles ainda quererem que eu vá para Londres. – eu disse numa voz calma o que não me deixava demonstrar o que sentia por dentro.
 
Há alguns anos atrás descobri por um amigo de meu pai (Scott) que eu tinha talento para teatro. Ele me convidou para alguns testes e eu acabei passando em dois, um era para a peça “Dear Cinderella” uma comédia romântica que fazia muito sucesso na época.
 
A “Brighter theater” (o nome da escola) se localizava em nossa cidade,Brighton. Até que foi crescendo e o número de atores e atrizes já era grande, e chegou a um estado que não era mais possível manter naquele pequeno estabelecimento em Brighton. Foi aí então que eles se mudaram para Londres e como meus pais são muito chatos em questão a isso, não pude acompanhá-los e o contato entre nós fica muito difícil, então fui obrigada a abandonar a carreira. Mas até hoje Scott sempre manda alguns e-mails perguntando se não quero voltar ou ir até eles,mas infelizmente não posso.
 
- Que chato! Mas ano que vem terminamos o colégio, aí quem sabe você possa ir. – ela disse tentando me animar.
 
- É quem sabe... – eu disse desanimada.
 
- Com licença – disse o moço entrando com alguns cadernos na mão e por ventura, eraArthur
 Aguiar.
Ele entrou e sentou-se na quarta carteira da terceira fileira que ficava ao meu lado. Parecia que ele fazia isso por birra, parecia que ele gostava de me provocar. E eu estava gostando disso, por mais estranho que pareça. Ele continuou parado em silêncio esperando que a Srta. Cameron entrasse na sala de aula, e assim como eu, ele tentava ignorar os outros.
 
Logo a Srta. Cameron entrou na sala desejando-nos boa tarde.
 
Rapidamente o silêncio invadiu o local, ela solicitou que déssemos algumas recapituladas em clássicos como “Romeu e Julieta” e fez algumas perguntas a sala. Eu simplesmente amava a aula de literatura, era a única aula que passava voando e que eu sentia prazer em estar participando. Fora o fato de “alguém em especial” estar ao meu lado tentando me ignorar.
 
- Então pessoal,eu sei que é bem chato começar o ano assim mas... Vou pedir a vocês que se juntem as carteiras para que possam analisar juntos alguns livros que eu trouxe.
 
Ao contrário dos outros, não fiquei animada em ter que fazer em dupla. Logo me juntei a Megan, mas a voz de Srta. Cameron invadiu o local que já estava barulhento.
 
- Meninas com meninas? Meninos com meninos? Sempre a mesma coisa, todos os anos? Vamos mudar, não é pessoal? .
 
Fiz um estalo com a boca, o que transmitia insatisfação e mesmo o estalo sendo bem baixo, foi possível a Srta. Cameron escutar e logo dizer:
 
- O que foi
 Lua? – ela me perguntou num tom nem um pouco calmo. 
- Eu não conheço e nem falo com nenhum menino aqui, Srta. Cameron. – eu disse sincera.
 
- Como não? E o que o
 Aguiar está fazendo ali? Sem querer me intrometer na vida pessoal de vocês, mas pelo o que eu sei de vocês dois, são grandes amigos. – ela disse fazendo-me paralisar – portanto, podem fazer os dois. – ela ordenou. 
Olhei para a frente estática sem sentir meu corpo,até que ouvi um barulho de algo sendo arrastado pelo chão se aproximando cada vez mais e quando olhei para o lado dei de cara com
 Arthur Aguiar.
- Então... – ele disse aparentando não se importar com o que houve.
 
-
 Arthur , eu vou ser bem direta e reta... – ele me interrompeu. 
- Ei, você não vai falar sobre isso agora ok? Eu também vou ser bem direto e reto com você, mas não agora, pode ser? – ele deu um pequeno sorriso no canto da boca.
 
Eu tentava não cair na dele, mas um sentimento estranho que havia dentro de mim não me permitia negar.
 
- Ok
 Arthur Aguiar. – sorri forçado. 
Ficamos ali falando somente sobre o tal trabalho até que o sinal tocou.
 
- Até que fim. – deixei meus pensamentos escaparem, e eles saíram em forma de palavras.
 
Levantei-me de minha cadeira rapidamente colocando meus materiais em baixo dela e esperei por
 Arthur que estava um pouco mais lento nisso. 
Logo ele guardou suas coisas e saímos juntos para o intervalo, em silêncio até ele falar:
 
- É... er... Você quer comer algo na cantina? – ele perguntou fazendo uma cara um tanto que, duvidosa.
 
- Eu acho que não. Se quiser conversar algo comigo, prefiro que vamos até o jardim que está um pouco mais vazio que aqui. – eu tentei convencê-lo sem mudar minha expressão.
 
Não sei se realmente estava fazendo a coisa certa em ouvir o que ele tinha a dizer, ele me magoou muito e age como se nada houvesse acontecido.
 
Fomos até o jardim e nos sentamos em baixo de uma árvore que nos dava sombra.
 
- Antes que você me fale algo, eu sei que não foi certo o que eu fiz ontem. – ele disse olhando em meus olhos, o que me transmitia sinceridade.
 
Preferi não falar nada, apenas ouvi-lo e então ele continuou:
 
- Eu também não queria estar te falando isso, mas algo dentro de mim me forçou a falar isso e então... – ele disse numa expressão séria.
 
- Fale de uma vez por todas. – eu disse num tom de voz sério.
 
- Ok. Eu tive uma conversa muito séria com a
 Sophia e sinto dizer isso, mas sua amiga ou a minha ex-namorada, como preferir... Não passa de uma covarde. – ele disse virando seus olhos para frente, onde se localizava a escola. 
Por um momento eu não pude sentir nada em relação as suas palavras e suas acusações contra
 Sophia. Era difícil para eu escolher se acreditaria em suas palavras, ou se acreditaria em tudo que vivi em relação a Sophia,se todos esses anos de amizade foram o suficiente para saber quem realmente era ela. 
- Como assim
 Arthur ? Me explique essa historia direito, por favor. – eu pedi já o encarando assustada. 
- Ela é mais uma menininha fútil atrás de fama. – ele disse me olhando sério.
 
- Como assim? Fala logo o que ela te fez para eu poder entender melhor isso. – eu falei aumentando meu tom, o que talvez tenha me feito parecer arrogante.
 
- Ela... Me ameaçou. – ele disse abaixando a cabeça.
 
- O que? Como assim ‘ela te ameaçou’? Que motivos você deu para ela te ameaçar? – eu perguntei ainda num tom alto, o que aparentava nervosismo.
 
- A falar tudo o que sabe sobre mim. – ele disse ainda com a cabeça baixa.
 
- E o que ela sabe sobre você? Anda logo
 Arthur Aguiar, fala. – eu disse. 
-
 Luinha... A minha mãe... – ele disse já voltando a olhar em meus olhos. 
- Sua mãe... O que houve com sua mãe? – eu perguntei ainda nervosa com toda aquela situação.
 
- Você sabe que ela... Ela... Faleceu. – ele disse já mudando sua expressão, não era oArthur alegre que eu conhecia... Era um
 Arthur com mágoas visíveis em sua face. 
- Eu sei
 Arthur ... Isso foi há dois anos, não é? – eu perguntei tentando me acalmar, talvez pudesse fazer Arthur ficar um pouco mais alegre. 
- Sim
 Luinha. Até onde eu lhe contei, foi em um acidente de trânsito, não foi? – ele disse me encarando, sem mudar sua expressão. 
- Foi sim
 Arthur , por favor fale logo. – eu disse. 
- É que não foi bem isso. – ele disse me olhando cada vez mais triste – ontem
 Sophia me parou e ameaçou-me a contar lhe tudo o que sabe sobre eu. Sobre o “acidente” de minha mãe. 
- Então fale logo. – eu disse tentando convencê-lo.
 

Flashback #ON. 2 anos atrás.
 
Arthur ’s POV.
Há alguns tempos atrás, eu era dependente de meus pais pra tudo. Tudo eu precisava deles, mesmo já estando com 15 anos.
 
Até que um dia eu estava em uma apresentação qualquer junto com os outros guys,e como nós ainda éramos uma banda desconhecida,era muito importante que minha mãe estivesse lá para me ver tocando,para que me desse forças pois eu ainda não tinha muito costume de tocar em público.
 
Só que ela se focava muito em seu trabalho, o que me deixava muito chateado. E justo no dia da apresentação mais importante de minha vida, ela tinha uma reunião importante e inadiável...
 
Alguns minutos antes de nós entrarmos no palco, eu telefonei para ela brigando e gritando para que chegasse logo e me visse tocando. Ela disse que estava saindo, para eu manter a calma que ela viria correndo.
 
Os minutos se passaram e eu entrei no palco sem avistar minha mãe ali. Fiquei muito triste e ao mesmo tempo nervoso com ela, tentei dar meu melhor naquela apresentação e acho que fui bem.
 
Mas logo quando saímos para o camarim, eu recebi um telefonema que marcava como “MÃE” em meu celular. Rapidamente atendi já com as palavras na ponta da língua, até ser interrompido por uma voz masculina:
 
- Olá... Aqui é da polícia. Encontramos este telefone no carro de uma mulher, você a caso conhece este número?
 
- Sim, sim conheço. É minha mãe. – eu disse desesperado.
 
- É... Eu não sei se esta é a forma mais agradável de dizer isso, mas sua mãe se acidentou.
 
- O que? Como assim? Aonde? Quando? Expliquem-me isso direito, por favor. – eu disse já sentindo uma sensação que eu nunca havia sentido invadir meu corpo.
 
- Acalme-se, por favor. Ela foi encontrada na pista sentido Royal Avenue, o carro se chocou contra um ônibus que vinha na direção contrária, ela tentou fazer ultrapassagem e se chocou.
 
- Mas ela está bem? Me diz que sim por favor. – eu dizia já em desespero.
 
- Infelizmente, foi muito grave. O ônibus e ela estavam em alta velocidade... E ela acabou em orbito.
 
Flashback #OFF.
Arthur ’s POV OFF.

Por um momento senti pena de
 Arthur , por outro eu sentia mágoa por ele não ter me contado isto antes. Mas eu sabia que mágoas eram as últimas coisas que eu deveria sentir naquele exato momento, porque era perceptível que ele estava muito triste ao falar tudo aquilo. 
-
 Arthur ... Eu não entendi o porquê de Sophia ter te ameaçado. – eu disse tentando fazê-lo ficar melhor. 
- Como não? Ela disse que você nunca iria me perdoar ao saber que eu era o culpado pela morte de minha mãe, porque segundo ela, você odeia pessoas que cometem atos desse tipo.
 
- Eu não acredito que você caiu na dela. – balancei a cabeça negativamente.
 
- Você... Não está chateada? – ele perguntou olhando em meus olhos.
 
- Por sua mãe, não. Estou chateada por você cair na da
 Sophia ao invés de vir falar comigo antes. – eu disse tentando manter meu tom normal. 
- Desculpa... Me desculpa por favor. – ele pediu numa voz e numa expressão que era praticamente impossível dizer não.
 
- Tudo bem
 Arthur . Eu te perdôo. Mas me promete uma coisa... Você nunca mais vai agir do jeito que você agiu ontem ok? Porque me chateou MUITO mesmo. 
- Eu prometo
 Luinha. – ele me abraçou. 
Logo o sinal tocou o que nos fez rapidamente levantar-nos e nos dirigir a escola.
 
Durante o caminho permanecemos em silêncio, mesmo sabendo que tudo estava bem e tudo estava perdoado. Era mais um segredo revelado, quando eu achava que não havia mais nenhum.
 
Quando estávamos cada vez mais distante do local no qual conversamos, nos deparamos com um tumulto, uma rodinha cheia de gente.
Olhei para a cara de
 Arthur e ele olhou na minha sem entender nada. Foi quando Sophia saiu de dentro daquela rodinha, fazendo todos direcionarem seus olhares para ela que gritava: 
- Aí está você, meu amor. – ela disse vindo em direção a
 Arthur , que continuava a me olhar sem saber o que fazer. 
- Saí daqui
 Sophia, por favor. – Arthur disse com uma voz brava, tirando as mãos deSophia que estavam em seus braços. 
- O que? – ela olhou para ele diminuindo seu tom de voz.
 
- É isso aí
 Sop, às vezes pensamos que um segredo revelado vai nos trazer mal, mas descobri que nem sempre é assim. – eu disse me aproximando de Arthur , sorrindo irônico para ela. 
Todos continuavam a nos olhar, até que
 Sophia percebeu isso e disse: 
- Você vai ver
 Arthur Aguiar, e você também Lua Blanco. Se pensa que me conhece o suficiente, vou lhe provar o contrário. – ela saiu fazendo todos irem atrás dela. 
Olhei para
 Arthur e ele olhou para mim. Começamos a rir sem parar, mesmo talvez não tendo a menor graça. 

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