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11 de março de 2012

The Secret (Últimos Capítulos)

Capítulo 14 - Reecontros

 
- Ei,você está melhor? – abri totalmente meus olhos e consegui ver normalmente novamente. Nathan estava na minha frente.
 
Eu não reconheci o lugar... Era estranho não havia ninguém ali exceto nós. Tinha paredes brancas e altas. Aparentava ser uma casa,e eu estava ali,praticamente jogada em um sofá azul.
 
- Te trouxe para um lugar mais calmo,mas não estamos tão longe do pub. – ele disse calmamente,como se fosse a coisa mais normal do mundo.
 
Levantei-me dali às pressas e rapidamente fiquei em pé.
 
- O que? Você não tinha o direito! Me leve de volta para o pub,eu deixei a
 Sophia sozinha e o Arthur ... - não terminei de falar a frase pois estava confusa,eu mal consegui entender o que Arthur tinha dito na última ligação. 
- E o
 Arthur ...? – ele disse para que eu continuasse minha frase,talvez com uma certa curiosidade. 
- E o
 Arthur vai vir me buscar,eu preciso sair daqui ele não pode me ver nesse estado. E a minha mãe,oh meu Deus. A-MINHA-MÃE. – eu disse pausadamente. 
Nathan não respondeu,apenas fez uma cara de confuso.
 
- NÃO RESPONDA NADA,apenas me tire daqui. – já havia alteração na minha voz,eu estava nervosa.
 
- Mas são quatro da manhã. – ele disse ainda calmo.
 
- Então me leve de volta para o hotel. Não sei,Nathan,por favor vamos embora. Eu nem sei onde estou,é a sua casa? Por que se for... O que seus pais devem estar pensando de mim? Uma vagabunda bêbada! – eu andava de um lado para o outro,estava muito nervosa.
 
Ele riu e disse: - Primeiro: eu não moro com meus pais. Segundo: sim é a minha casa. Terceiro: você não é uma vagabunda bêbada e quarto: me chame de Nate. – ele soltou um risinho.
 
Nate? Então era esse o apelido de um carinha que eu conheci em um pub e que me viu na pior situação o possível.
 
- Hm,tudo bem Nate, agora vamos. – fui andando em direção a porta,na verdade,tentando achá-la.
 
Era um apartamento que por sinal, muito elegante e grande para uma pessoa que morava sozinho. Era uma cobertura em um prédio, mas não tive muito tempo de olhar a arquitetura local, o que eu mais queria e precisava era sair logo dali. Descemos pelo elevador em silêncio,afinal,eram quatro horas da madrugada ele podia levar uma multa se eu fizesse algum barulho,esses prédios são sempre cheios de coisinhas. Fomos até o estacionamento e entrei em seu carro,ele mesmo foi dirigindo. Pedi pra que me levasse até o hotel Baglioni onde eu estava hospedada e não demorou muito para que chegasse,era bem próximo ali do prédio dele.
 
Chegando lá ele parou o carro na entrada principal do hotel,eu abri a porta rapidamente e desci com pressa. Quando eu ia passando daquela porta automática que havia ali,ele me parou:
 
-
 Luinha,espera! 
Parei ali naquele instante e me virei para trás.
 
- Er... é que você vai embora sem nem me dar tchau. – ele fez uma cara triste.
 
- Ooow me desculpa,como sou mal-educada. Obrigada por tudo Nate,principalmente por ter salvo a vagabunda bêbada aqui - nós rimos – Brincadeira... então... Eu já tenho seu telefone e você o meu. Prometo te ligar assim que recuperar minhas energias. – ele sorriu.
 
- Não se preocupe com isso. – ele disse e logo após um silêncio constrangedor invadiu o local.
 
Olhei para baixo e balançava meu pé esquerdo com certa ansiedade. Ele também fazia o mesmo.
 
- Er... então tá né... Tchau. – continuei estática com certo receio de como dar-lhe “tchau”.
 
- Tchau. – ele sorriu sem graça.
 
Fui beijar o seu rosto,mas ele não correspondeu o que fez me fez ficar sem jeito e envergonhada. Olhei pra ele confusa e ainda envergonhada.
 
Então Nate se aproximou de mim e eu continuei estática. De repente ele aproximou seu rosto do meu e eu senti sua respiração. Ele encostou seus lábios aos meus,e logo eu me afastei.
 
- Não Nate... Eu não posso. – olhei séria para ele.
 
Ele suspirou. – Está bem. Me desculpe por isso. – ele se virou e entrou no carro. Logo saiu arrancando e eu mal consegui vê-lo ir embora.
 
Permaneci ali no hall do hotel em pé,parada,apenas pensando.
 
-
 Luinha! – ainda estava no hall do hotel quando vi Arthur correr em minha direção. 
Meu coração acelerou e eu fiquei instantaneamente arrepiada,Arthur tinha um poder muito grande sobre mim e eu acho que ele sabia disso.
 
Não houve tempo para resposta,ele correu até mim me abraçando e depois daquele abraço ele segurou meu rosto e me beijou.
 
Um beijo apressado,furioso,selvagem como se nós dois necessitássemos daquilo e nem ao menos nos importamos com os outros,até porque,não havia ninguém ali. Ele tirou meu fôlego.
 
-
 Arthur ... – eu disse ofegante,mas ele não me permitiu responder. 
- Por que você sumiu? Queria me matar? – ele disse baixinho,nossos rostos estavam colados um no outro.
 
- Não há tempo para isso. – o puxei para dentro do hotel, entramos no elevador e eu coloquei no décimo quinto andar, onde ficava o quarto. Continuamos a nos beijar até que o elevador parou,eu disse praticamente cochichando:
 
- Shhh preciso ver se
 ela não está aqui,calminha aí. – eu entrei na ponta dos pés para dentro do quarto,que estava totalmente silencioso e vazio. Falei para que Arthur entrasse e ele logo adentrou. 
Continuamos de onde tínhamos parado, aquele beijo se intensificava a cada segundo, cada célula de meu corpo implorava pelo gosto dele. Eu beijava-o como se sua língua fosse a coisa mais saborosa da terra - e quem sabe era - e ele me tocava selvagem, porém calmamente. Eu tirei meu sobretudo e o joguei em qualquer lugar que eu não havia reparado,continuamos até a cama onde as coisas começaram a esquentar,em todos os sentidos. Continuamos naquele beijo quente e saboroso. Ele desabotoou meu sutiã,eu adorava aquela sensação que estava sentindo,que
 ele me fazia sentir. Parei por um segundo e reparei o quanto ele ficava lindo com os cabelos bagunçados. Ele também pausou o beijo e me olhou, como quem pede permissão, eu o encarei e me perdi em seus olhos. Ele interpretou aquilo como um sim, e seguiu adiante. Deslizou suas mãos até as minhas calças e tirou-a, me deixando apenas com uma peça íntima. Eu então percebi que ele ainda estava vestido, desabotoei sua camisa, enquanto ele mordiscava meus braços. Ele me deitou e então as últimas peças que restaram foram arrancadas. 

Estava escuro. Eu não conseguia enxergar nada. Ouvia vozes, mas eu não entendia o que elas falavam... Só os sons de muitas pessoas falando todas juntas. Até que eu comecei a ver um clarão,estava ficando cada vez mais claro,porém embaçado, minha visão estava voltando e...

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