Capítulo 13 - Fala como em anjo, se veste como um anjo, mas é o diabo disfarçado
Sophia, conseguimos entrar. Ela já começou pedindo algo forte, ao contrário de mim.
- Pra mim só uma água gaseificada. – pedi indiferente.
- Ela quis dizer que quer um Martini de morango – Sophia sorriu para o barman.
Olhei para ela séria e disse: - Eu não quero beber. Algo contra? – sorri ironicamente.
- Na verdade, sim. – ela virou o rosto para frente do balcão, onde o logo o moço nos entregou nossos pedidos. Agradeci sem muita euforia e dei um gole naquele Martini, estava realmente muito bom, mas eu não queria demonstrar que ela tinha “vencido”.
Estava tocando uma música da Lady gaga acho que Just Dance,quando de repente um garoto loiro,olhos aparentemente claros se aproximou de Sophia e a convidou para dançar. Ela olhou rapidamente pra mim com um sorriso gigante e aceitou. E quando eu estava bebendo o meu segundo Martini, um garoto alto, cabelos escuros,olhos cor de mel sentou-se no banco ao me lado. Ele aparentava estar triste e ao contrário de todos ali, ainda estava sóbrio.
- Oi. – ele disse com uma voz um pouco baixa, o que dificultou para minha audição. Ele realmente estava tentando puxar assunto e eu já sabia o final daquela conversa, mas comigo não iria ter tal fim... Eu era... Comprometida? Foi aí que mais uma dúvida foi lançada. Eu e Arthur nunca assumimos um namoro, sempre ficamos nas escondidas... Mas nunca passou disso. Mesmo assim eu sempre o tratei como o meu namorado, e achava que ele também me tratava assim.
- Oi. – respondi seca, dando mais um gole no meu Martini agora de laranja.
Não olhei para ele, olhava para a pista de dança onde Sophia já estava aos beijos com aquele tal garoto.
- Você não quer ir pra lá? – ele perguntou esperançoso numa voz suave.
Suspirei e pensei por mínimos segundos antes de responder.
- Hm... Acho que sim. – sim, nem eu acreditava no que fiz. Aceitei sem pensar duas vezes... Quer dizer, não pensei nem uma vez.
Ele veio até ao meu lado e eu levantei-me dali. Fomos até a pista de dança que ficava ali atrás, o mesmo tentou me acompanhar segurando em minhas mãos,mas eu não permiti.
- É só uma dança. – o lembrei.
Tocava Evacuate The Dance Floor e então ele se posicionou à minha frente,eu comecei a mexer meu corpo um pouco e quando percebi tinha me deixado levar pela música. Continuei me deixando levar pelo embalo da música e ele também parecia mais alegre, curtindo o som.
Alguns minutos depois quando acabou Evacuate the dance floor começou a tocar uma música um tanto que chata, então eu o chamei para voltarmos ao bar. Ele assentiu e assim fomos.
Sentei no mesmo lugar que antes, ele também sentou-se ao meu lado. Eu mal sabia seu nome, sua idade... Só dançamos e rimos, nada mais que isso. Fui surpreendida porSophia que já não parecia a mesma,ela sentou-se num banco ao lado do meu também.
- Tequila,tequila,tequila uhul. – ela já estava bastante alterada.
Balancei a cabeça negativamente rindo,e o barman como sempre a obedeceu dando tequila.
- E você,não vai querer nada? – o barman me perguntou.
- Hm,prepare pra mim o melhor drink que você já preparou na sua carreira. – sorri.
- Ual,está poderosa. – o garoto disse sorrindo pra mim,e eu não pude deixar de reparar em seus olhos. Eles eram muito atraentes,mas eu não podia me deixar entregar.
- Obrigado. – eu disse sem mudar muito a minha expressão.
- Você está com medo de mim? – ele riu.
- Nem um pouco. Por que a pergunta? – perguntei como se não soubesse que era tão visível assim.
- Ah... Por nada. Mas então, qual é teu nome? – eu havia o deixado constrangido. Isso estava ficando divertido.
- Lua. Luinha,se preferir. – bebi um gole do drink que o barmen preparou,era forte... tinha um leve sabor de uva o que o deixava mais saboroso.
- Me chame de Nathan. –
- Ah,então tudo bem Nathan... Você é de Londres? – perguntei tentando evitar um silêncio.
- Sim. E você? – ele perguntou animado também,parecia ser simpático.
- Sou de Brighton. Estou aqui só de passagem,mas na verdade nem sei quando vou voltar. – fui sincera.
Meu celular tocou e sem olhar no visor atendi um tanto que tonta: - Alô?
- Luinha! Finalmente você atendeu,onde você está? – aquela voz era muito familiar,mas a minha tontura não me permitia lembrar tão rapidamente... era ele,era Arthur .
- Quê? – eu estava falando coisa com coisa,devia ser o efeito do álcool.
- Nada. Já te localizei há algum tempo quando você atendeu o telefone,estou a caminho não se preocupe. – ele disse calmamente,mas eu só conseguir ouvir uma ou duas palavras...
- Oi? Quem? Ãn? – não ouve resposta,apenas o barulhinho irritante do telefone.
Coloquei com muita dificuldade meu celular em cima daquele balcão. Estava com a respiração ofegante e com muita tontura.
- Hey,você está bem? – Nathan parecia preocupado.
Me levantei quase caindo,Nathan foi me auxiliar mas eu não aceitei sua ajuda. Quando finalmente conseguir ficar em pé,eu cai mas ele me segurou.
- Sophia? Sophia? – eu gritava por ela,mas ela havia sumido.
- Calma... Vamos sair daqui. – ele me levou para fora daquele local,me segurando para não cair.
- Uma vodka bem gelada com um pouco de limão pra mim, por favor. – estávamos em um pub, que por um milagre duas menores de idade, vulgo eu e


















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