Capítulo
02
_ É eu senti muita falta de tudo
isso – Ele confirmou sorrindo.
Eu apenas sorri.
_ Arthur – falei pensativa.
_ Oi?
_ Quando nós vamos para o Brasil?
_ Você quem sabe, amor.
_ Mas temos que conciliar com seus
compromissos com a banda.
_ Semana que vem eu não tenho show.
Marcamos apenas de ensaiar, duas vezes.
_ Será que dá pra você faltar nesse
ensaio?
_ Vou ligar para (Fulano).
Arthur ligou para (Fulano), que
liberou ele dos ensaios. Então, resolvemos que iríamos para o Brasil, na
próxima semana, para resolvermos logo tudo que eu tinha deixando pendente lá.
Passamos
o dia juntinhos, como antes. Tomamos todo o pote de sorvete, tentamos assistir incontáveis
filmes. Disse tentamos, porque na maioria das vezes começávamos a nos beijar e
esquecíamos do filme. Quando percebíamos, o filme já tinha acabado, ou estava
acabando. E por mais que eu adore filmes, não reclamei. Nada melhor do que
estar novamente nos braços de Arthur.
No
dia seguinte, fomos almoçar na casa de Sophia e Micael.
_
Opa! – disse Chay ao nos ver chegar. – Até que fim! Tô morrendo de fome - Ele
completou em tom de brincadeira.
_
Para de ser chato Chay – Sophia falou rindo.
_
Nossa! É assim que vocês me tratam? – Chay perguntou fazendo voz de vitima.
_
Tadinho dele! – Sophia falou zuando.
_
Zoa Sop, zoa. – Chay falou se fazendo de triste.
Todos
nós rimos. Que saudade que eu sentia! Saudade dos meus amigos, saudade desse
clima descontraído. Saudade das brincadeiras. Saudade de me sentir leve, feliz.
Antes
de começarmos a almoçar falei para Chay, Sophia e Micael que iríamos viajar.
_
Sop, você pode cuidar da casa pra mim? – perguntei.
_
Por que? – Sophia perguntou.
_
É que eu e o Arthur vamos passar uns dias no Brasil.
_
Por que? – Ela perguntou sem entender.
_
É que temos que resolver algumas coisas minhas, que ficaram pendentes.
_
Vocês vão quando? –Micael perguntou.
_
Semana que vem – Arthur respondeu.
_
Não vamos demorar – eu falei – Acho que uma semana será suficiente.
_
Ah... Tô chateado! – Chay exclamou.
_
Por que? – perguntei preocupada.
_
Ah, Luinha. Você mal voltou já vai abandonar a gente de novo. – Chay falou
fazendo uma voz triste.
Todos
nós rimos.
_
Vocês gostam de rir de mim, né?!
Nós
rimos mais.
_
Tadinho dele gente... – Sophia zoou de novo.
_
Chay – falei – prometo não demorar dessa vez, ok?
O
almoço foi regado a muita conversa e piada. Nunca ri tanto nos últimos cinco
anos. Aliás, não ri nos últimos cinco anos.
Após
o almoço eu e Arthur voltamos para a casa dele. Via Internet, compramos nossas
passagens para o Brasil, depois dele verificar se a sua documentação estava em
dia.
_
Quer fazer o que? – Arthur perguntou desligando o leptop.
_
Qualquer coisa – respondi saindo da cozinha com um pote de sorvete.
_
Mais um? – Arthur perguntou.
_
Uhum – respondi depois de colocar uma colherada na boca.
_
Desse jeito vou ter que comprar um estoque – ele falou brincando.
_
E vai mesmo. – Eu ri, sentei ao lado dele, e dei uma colherada na boca dele.
_
Hmmm.... Que sorvete bom.
_
Muito. – Falei comendo outra colherada.
_
E vai ficar ainda melhor.
_
Vai?
_
Vai. – Ele respondeu tirando o pote de sorvete da minha mão e colocando ao lado
do leptop. Um segundo depois ele me beijou. Um beijo longo, intenso, apaixonado
e gelado. Um beijo com gosto de caramelo, o sabor do sorvete, misturado com o
sabor da boca dele.
Arthur
me apertou contra ele, e me deitou no sofá.



















Nenhum comentário:
Postar um comentário