Capítulo 12
Arthur´s Pov On*
Antes mesmo que eu chegasse em casa eu reconheci a pessoa parada na minha porta, meu coração acelerou e eu parei o meu carro na esquina para não assustar ela. Fui chegando perto de casa e ela nem notou que eu estava perto, percebi que ela estava chorando e senti um aperto no peito, fiquei lá, parado, enquanto ela falava coisas que eu sonhei ouvir por toda a minha vida, pensei em ir até lá, mas não tive reação a não ser ficar parado, encostei-me em uma árvore para que ela não me visse e fiquei escutando, ela tirou um pedaço de papel no bolso e começou a ler, quando ela falou da minha mania de me fantasiar de Marty eu comecei a sorrir inconscientemente e percebi que não poderia viver sem ela. Senti o meu coração partindo em pedaços quando ela começou a chorar mais alto, ouvi a voz dela me chamando. - Por favor, Arthur abre a porta, não me deixa sozinha aqui no escuro. – Pensei em ir até lá, mas antes que eu me mexesse Susie abriu a porta. Eu ouvi a porta se abrindo e resolvi esperar mais um tempo para poder me acalmar antes de entrar em casa. Eu não a deixaria sair da minha vida mais uma vez, o meu futuro estava ligado ao dela, nós tínhamos que ficar juntos para nos sentirmos bem. Cheguei perto da porta e não pude conter o meu sorriso quando a ouvi falar que sonhava comigo todas as noites. Abri a porta, ainda com aquele sorriso bobo no rosto. – Então quer dizer que você sonha comigo todas as noites? – Ela sorriu para mim e eu não vi mais nada na minha frente.
Arthur´s Pov Off*
Meia hora depois Arthur foi levar Susie em casa eu fiquei sentada no sofá esperando ele voltar. Quando a porta abriu senti o meu coração disparar como se eu estivesse vendo ele pela primeira vez. Eu sabia que não podia mais fugir. - Arthur antes de você diga alguma coisa, eu preciso te falar que eu nunca te trai, eu errei sim quando te abandonei, mas eu nunca deixei de te amar, o meu único erro foi ser covarde demais. Se tivesse outro jeito eu nunca teria te abandonado, eu sofri muito quando fui embora daqui, mas eu estava muito confusa. - Luinha, você não precisa me falar nada se você não quiser, eu lidei de maneira errada com essa coisa toda e eu estou disposto a esperar o tempo que for preciso para que você se sinta a vontade comigo. - Não Arthur, chega de segredos entre a gente, eu acho que você merece saber a verdade, se você não quiser mais nada comigo eu vou te entender. - Nada no mundo me faria desistir de você, por mais terrível que fosse Luinha. – Ele sorriu pra mim. – Seja lá o que for a gente vai lidar com isso juntos, ok? - Tudo bem Arthur. – respirei fundo, olhei para um ponto fixo na minha frente e as lembranças voltaram com todas as forças pra me assombrar, pela última vez. Já se passaram cinco anos e a cada dia fica mais difícil acreditar e entender o que aconteceu, todos os momentos são difíceis desde o amanhecer até o anoitecer. Senti o desejo de desforra, a sensação de impotência, o medo de passar por tudo mais uma vez, o turbilhão emocional de quem passa por esse tipo de violência, tudo de novo.
Flash Back On
- Amor, me desculpa, mas eu não estou me sentindo bem. – Senti mais uma pontada na minha cabeça, desde cedo que eu estava com uma dor de cabeça terrível que parecia só aumentar a cada segundo. - , eu não acredito que você vai me deixar sozinho em um dia tão importante para mim. – Ele já estava irritado.
- Eu sei que vocês vão se sair bem, amor.
- Eu não acho que você se importe tanto assim. – Ele falou com raiva.
- Eu sei que você está nervoso - Eu sei que vocês vão se sair bem, amor. - Eu não acho que você se importe tanto assim. – Ele falou com raiva. - Eu sei que você está nervoso Arthur, mas não precisa descontar em mim, eu sempre apoiei vocês e eu não tenho culpa se eu estou com dor de cabeça, e eu sinto muito por não ester aí com você hoje.
- Eu acho que você poderia se esforçar mais se você quisesse, mas uma bandinha de garagem não deve ser tão importante assim, afinal, volte para o seu descanso e me desculpe por te incomodar. – Ele desligou o telefone na minha cara e eu fiquei morrendo de raiva. Claro que eu me importava com a banda e sabia o quanto eles esperaram por esse show, hoje a noite uns representantes de uma grande gravadora iam ver o show deles e talvez eles conseguissem o tão esperado contrato, apesar da raiva eu me senti mal, lembrei do que Peter me disse um dia ao telefone e me senti culpada por não estar com - Eu acho que você poderia se esforçar mais se você quisesse, mas uma bandinha de garagem não deve ser tão importante assim, afinal, volte para o seu descanso e me desculpe por te incomodar. – Ele desligou o telefone na minha cara e eu fiquei morrendo de raiva. Claro que eu me importava com a banda e sabia o quanto eles esperaram por esse show, hoje a noite uns representantes de uma grande gravadora iam ver o show deles e talvez eles conseguissem o tão esperado contrato, apesar da raiva eu me senti mal, lembrei do que Peter me disse um dia ao telefone e me senti culpada por não estar com Arthur em um momento tão importante da vida dele. Liguei pra Sop e ela já estava lá com o Micael, ela me falou que ele e Rodrigo já tinham vomitado e que Arthur e Chay estavam muito pálidos devido ao nevorsismo. Desliguei o celular, tomei dois comprimidos para dor de cabeça, tomei banho e meia hora depois eu já estava pronta para ir ver o show dos meninos. Separei minha roupa e peguei a calcinha que Arthur tinha achado fofa, resolvi fazer uma surpresa para ele. Peguei um táxi e o motorista me deixou na esquina porque não tinha mais lugar para estacionar, pela quantidade de carros na rua o lugar deveria estar lotado, fiquei muito feliz pelos meninos, senti um vento frio, apertei o meu casaco contra o meu corpo e continuei andando rápido, o show já tinha começado, dava para ouvir o som alto, apesar de ainda estar um pouco longe, a rua estava deserta e era muito escura, não tinha casas por ali, mas tinha uma quantidade enorme de fábricas abandonadas, o que tornava o lugar perigoso para se andar a noite, ouvi passos atrás de mim e quando eu pensei em correr ouvi uma voz conhecida me chamando. - Oi Luinha, pensei que você não vinha para o show. – Não sei por que eu me senti tão nervosa ao ouvir a voz dele. - Oi Peter, vou sim, e por que você não está lá? – Sorri nervosa para ele. - Eu não agüentava mais ouvir o Arthur gritando com todo mundo porque você não estava lá e saí pra fumar um pouco. – Me senti muito culpada e acho que o Peter percebeu isso. – Não precisa ficar chateada Luinha, eu sei o quanto é difícil lidar com certas pressões às vezes. - Eu fui muito estúpida com o Arthur, espero que ele não esteja com muita raiva de mim. - Comecei a andar, mas ele pegou no meu braço. - Espera, antes de você ir eu preciso falar uma coisa contigo. – ele me encarou com os olhos escuros cheios de um sentimento que eu não reconheci. - Peter, vamos andando, eu não quero perder o show. - Comecei a ficar nervosa. - Para que a pressa ? – Ele apertou o meu braço e me empurrou para dentro de uma das fábricas abandonadas. - Me larga Peter, você está me machucando. – Falei com a voz trêmula de medo. - Me desculpa linda, eu não tinha a intenção de te machucar. - Tudo bem, agora me solta porque eu preciso ir falar com o Arthur, não se preocupe eu não vou contar nada para ele. – Senti o meu estomago se contrair quando ele sorriu cínico para mim. - Você não vai a lugar nenhum. – Ele segurou na minha cintura com força. – Eu te desejei desde a primeira vez que eu te vi. - Peter me deixa ir, por favor. – Senti a minha garganta arder e meus olhos se encheram de lágrimas.
- Você fica patética chorando desse jeito. – Dei um tapa no rosto dele e vi a expressão dele mudar de cínica pra furiosa rapidamente. - Você tem que aprender a respeitar um homem de verdade, eu acho que o Aguiar não te ensinou isso. – Ele mal parou de falar e eu senti um soco em meu rosto que me deixou desorientada, tentei correr, mas ele me puxou com força pelos cabelos me fazendo cair no chão e bater as costas com força, eu comecei a gritar o que fez o sorriso cínico voltar para o rosto dele. - Não adianta você gritar, se você ainda não percebeu não dá para ninguém te ouvir aqui. – Eu sabia que ele estava certo, mas eu não conseguia fazer outra coisa a não ser gritar o nome de Arthur e me debater, alguma coisa dentro de mim me dizia que ele não ia parar. - O seu querido Arthur não está aqui agora, você pode chamar por ele o quando quiser. – Ele puxou minha blusa com violência arrancando alguns botões com força, apertando os meus seios com força. – Se bem que eu gostaria que ele estivesse aqui, isso aumentaria muito o meu prazer. - Seu doente! Você vai se arrepender. Arranhei o rosto dele com força e senti um prazer enorme ao ouvir ele gemer alto e eu vi os arranhões enormes no rosto dele. – Sua vadia. – E ele começou a me bater e me bateu até eu ficar inconsciente, acordei alguns segundos depois com ele batendo no meu rosto. – Você acha mesmo que vai ser fácil assim, sua puta? Eu quero você bem acordada para que você veja tudo e nunca mais esqueça esse dia. Ele levantou a minha saia e puxou a minha calcinha com força fazendo com que ela chegasse até o meio das minhas coxas, a adrenalina tomou conta de mim e eu fiz um esforço enorme pra dar um chute nele. Senti uma dor enorme na minha costela, que mais tarde eu vim descobrir que estava quebrada, ele fez uma cara enorme de dor, o que me deu um prazer anormal, quase maníaco, fazendo com que ele partisse com tudo para cima de mim, terminou de tirar a minha calcinha e tentou beijar minha boca com força, cortando o meu lábio e eu sabia que não poderia fazer mais nada contra ele, minha voz se foi de gritar e o meu corpo todo doía por dar tudo de mim. Antes que eu pudesse esboçar qualquer tipo de reação ele abriu as minhas pernas com violência e depois disso só o que eu me lembro é de uma queimação e de dores enormes no meu ventre, eu não tinha forças mais nem para chorar, ele suspirava em cima de mim, senti ânsias de vômito e tentei forçar a minha mente a pensar em coisas boas, pensei em Arthur, e pela primeira vez depois que todo esse pesadelo começou senti vontade de chorar. Quando ele enfim se satisfez, levantou, subiu as calças e olhou para mim e falou com ironia. – Pena que o seu namoradinho não foi o primeiro, mas com certeza você nunca vai esquecer a sua primeira vez, apesar de você parecer um peixe morto, foi uma decepção, acho que eu fiz um favor para o Arthur. – Ele deu as costas para mim, cuspindo no chão, mas antes de ir embora ele se virou e falou. – Ah, e antes que eu me esqueça, se você contar alguma coisa sobre isso para alguém, considere a carreira do seu namorado acabada, ele não vai tocar mais nem em baile de escola.
Chorei por muito tempo deitada naquele chão frio, mas não me importei, porque sabia que as minhas lágrimas um dia trariam sorrisos ao seu rosto e seu coração um dia se recuperaria, porque o meu estava em pedaços. Estava mais frio a cada minutos e mais escuro também, mas eu sabia que você estava bem era só isso que importava. Eu queria que você estivesse lá ouvindo as minhas preces. As marcas que ficaram da minha primeira relação sexual foram: Três costelas quebradas, um corte no meu lábio, um monte de hematomas e sangue, muito sangue. Mas de todas as feridas, a que mais me machucou e me machuca até hoje, é a que ficou na minha alma. Essa eu sei que vai ficar para sempre.
Flash Back Off
Levantei o meu rosto e encarei Arthur, que ainda estava de boca aberta com tudo o que eu tinha contado para ele. - Todas as vezes que eu durmo, os meus sonhos são assombrados. E todas as vezes que eu fecho os meus olhos não estou sozinha, você sempre está em meus pensamentos Arthur, mas quando eu acordo você nunca está lá quando eu me viro. – Ele ainda estava chocado. – Arthur, por favor, fala alguma coisa. - Eu estou decepcionado com você . – Senti o peso daquelas palavras sobre mim. - Me desculpa Arthur, por não se boa o bastante para você. - Muito pelo contrário, você é tudo para mim Luinha e é por isso que eu estou triste com você, não acredito que você passou por tudo isso sozinha. - A Sop me ajudou. – Falei de cabeça baixa. – Em todos os momentos ela esteve comigo. – Sorri amarelo. - Como você conseguiu esconder esses hematomas de todo mundo? - A tia da Sop, a mãe do Robbie, ela é enfermeira e ela cuidou de mim durante os três primeiros dias. Claro que ela nunca soube o que realmente aconteceu, e eu nem sei que história a Sop inventou para ela, eu não conseguia prestar atenção em nada do que estava acontecendo a minha volta. - Eu que deveria ter te ajudado, o que aquele desgraçado fez com você foi horrível e se ele não estivesse morto eu mataria ele com as minhas próprias mãos. – Pela primeira vez eu o vi com ódio nos olhos. - A prisão acabaria com a sua carreira Arthur. - Que se dane minha carreira! Não acredito que você achou mesmo que eu ia preferir a fama Luinha, eu sempre te falei que eu queria fazer sucesso, que era o meu sonho, mas que você era a minha força pra realizar esse sonho. - Me desculpa Arthur, eu estava com medo e nervosa, fiquei sem saber como agir, eu fiz tudo sem pensar eu só queria te proteger e não te ver magoado, eu me sentia suja e indigna do seu amor. – Comecei a soluçar alto e ele me abraçou. - Você não é suja, e ninguém no mundo merece mais o meu amor do que você Luinha, me desculpa por não estar lá quando você precisou de mim, eu disse que eu morreria por você e eu morreria. - Eu te amo Arthur, mas eu não sei se consigo te fazer feliz, eu tenho muito medo de ser uma decepção para você. – Baixei a cabeça. - Amor, você nunca me decepcionaria, começar é a parte mais difícil, nada é certo no início, a gente só precisa ir com calma, todas as vezes que levantarmos seremos destinados a cair, mas deixa acontecer, não tem como escapar da dor do coração, eu sei muito bem disso. Eu posso te prometer que vou tentar afastar os seus pesadelos, jogue fora o que realmente não importa. Você só tem que ser feliz, eu sei que às vezes isso é difícil. Só lembre-se de sorrir e isso é um começo bom o suficiente. – Ele sorriu para mim e eu dei um sorriso amarelo. - Eu sei que você pode fazer melhor, sorria amor, você está comigo. – Ele fez uma careta engraçada fazendo com que eu sorrisse. - Viu? - Eu te amo tanto Arthur. - Eu sei disso. Nós ficamos conversando e as horas pareciam minutos, quando eu dei por mim Arthur estava bocejando ao meu lado. - Amor, já é tarde, acho melhor você ir dormir. - Eu não quero dormir. – Ele falou fazendo um biquinho fofo. - Deixa de ser criança, vai, eu vou te colocar na cama. – Puxei o braço dele. - Hmm, gostei dessa idéia. – Ele sorriu maroto. - Seu safado. – Fiz cara de assustada. - Desculpa Luinha, não é nada disso, eu só quero dormir com você, só isso. – Ele ficou na defensiva instantaneamente. - Não se complique mais senhor Aguiar, vem, vamos deitar de uma vez. – Sorri para ele. Deitamos juntos e Arthur começou a fazer carinho em meu rosto, cantando baixinho enquanto dizia que me amava. Começamos a nos beijar e eu me senti confortável nos braços de Arthur, eu finalmente tinha me libertado das coisas ruins, comecei a puxar a barra da camisa dele devagar e toquei sua barriga com timidez. - Amor, você tem certeza? - Como nunca. Voltamos a nos beijar e a cada toque, a cada beijo, eu sentia as minhas feridas cicatrizando e essa era a melhor sensação do mundo. Suspirei de prazer e olhei para o sorriso bobo no rosto de Arthur. - Você não está decepcionado? - Claro que não Luinha, você é perfeita. – Ele me olhou de um jeito que me fez corar. - Você não quer fugir, não? Ainda dá tempo. - Perguntei sorrindo. - Não há lugar na terra que eu prefera mais estar do que aqui.
Pessoal comentem por favor e me digam se gostaram da Fic!!! Espero que sim!!!



















LIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIDA Sem MAAAAAAÁS #ChoreiFeitoCriança KKK" Mais é muito linda #MereceSegundaTemporada ♥
ResponderExcluirdescupa pela demora pra responder mais a fic e linda,linda mesmo.e pra aurora pede pra sua amiga seguir em frente tentar conquistar ou reconquistar o amor da vida dela,tentar sorrir,tentar esquecer o passado e viver o presente com pessoas que você ama e que te amam. ficar corroendo o passado mal vivido não vale a pena.não conheço a autora e nem sua amiga,mais desejo de todo o corão que a dona dessa historia de vida seja muito feliz muito mesmo. e isso deveria ser uma mini serie de alguma emissora ia fazer muito sucesso,rsrs .seja muito feliz e tenta seguir o fial feliz da historia que o nosso "DEUS" TEM PLANOS LINDOS E FELIZES PRA SUA VIDA.um beijo pra vcs
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