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11 de março de 2012

The Secret (Último Capítulo)

Capítulo 16 - O Último Segredo Revelado
Meninas são assediadas por fã


 Arthur me levara no começo do ano, eu e ele, sozinhos sentados em baixo de uma árvore sobre a grama verde e baixa. 
Os dias após a morte da minha mãe demoraram muito a passar. Foi muito difícil superar,na verdade,creio que ainda nem superei. O que mais me deixava encabulada era o fato de que os pais de
 Arthur morreram da mesma maneira que minha mãe; em um acidente automobilístico. E na época ele se sentiu tão culpado quanto eu estava me sentindo. Por isso,ele estava me ajudando a superar a dor da perda,que pra mim,era a dor mais forte que um ser humano pode sentir. 
Eu sempre fui um tanto que mimada e egocêntrica. Agora teria de fazer as coisas sozinhas,batalhar pelo que quero.
 
Como o policial havia me dito, eu fui até o tal fórum e consegui não ir pra Paris até completar meus dezoito anos, no caso, hoje. E durante esse um mês que se passou,eu fiquei morando com
 Arthur . Sabe,aquilo talvez não era mais segredo pra ninguém.Sophia já havia superado,mesmo assim,nós tentamos não nos expor muito para prevenir qualquer tipo de briga. A minha casa estava sozinha,de vez em quando eu ia tentar dormir lá mas ainda havia o cheiro de minha mãe,então eu estava evitando ir até lá. Na verdade,eu estava esperando até hoje para ver se colocava a casa à venda ou qualquer coisa do tipo,mas ainda não tinha certeza do que iria fazer. 
O que me importava naquele momento era que eu estava ali,eu e ele e mais ninguém para nos atrapalhar.
 
-
 Luinha... – ele interrompeu meus pensamentos de uma forma suave. 
- Sim? – disse.
 
Ele fez uma pausa e me beijou. Um beijo tão quente e caloroso que me fez relembrar daquela noite. O mesmo local,as mesmas árvores,a mesma grama e a mesma pessoa. Aquela mesma cena,que para quem olhasse de fora iria parecer repetitivo mas para mim não. Cada beijo era uma sensação diferente e mais prazerosa. Cada vez mais surpreendente,isso era divertido.
 
Quando paramos eu olhei para frente e lá estava ela estática nos olhando com um olhar enfurecido.
 Sophia nos observava,provavelmente logo iria começar seu discurso dramático agora. 
- Parabéns para os dois pombinhos... Ou os dois mentirosos? – ela bateu palmas de um modo irônico.
 
Bufei e respondi:
 
-
 Sophia,chega disso. Se você quiser continuar com essas infantilidades, continue sozinha. Todo mundo já sabe do que eu e o Arthur sentimos um pelo outro e não vamos deixar que você entre no nosso caminho. – essas palavras saíram da minha boca como um alívio porque tudo o que eu mais queria há muito tempo era falar de uma vez por todas tudo o que estava sentindo. 
Ela abaixou a cabeça,por alguns segundos ficamos em silêncio,até
 Arthur quebrar. 
- Já passou da hora de terminarmos essa “confusão” de uma vez por todas.
 Sophia,me desculpe se eu te iludi ou algo do tipo. – senti sinceridade em sua voz,tão doce dizendo palavras tão duras para ela. Querendo ou não,ela ainda era minha melhor amiga. Ou talvez não. 
- Tudo bem,Aguiar. O que eu não entendo,é a minha
 melhor amiga mentir pra mim esse tempo todo. Não só ela,vocês dois. Não havia motivo. - ela fez questão de dar ênfase na palavra melhor amiga,tentando fazer eu me sentir culpada. 
- Claro que havia motivo. Você iria ficar totalmente enfurecida e iria começar a nos agredir. Foi pela
 suas atitudes que nada disso foi revelado antes. Mas eu acho que agora não é hora pra falar de quem é a culpa,porque isso nem importa. – continuei falando o que estava preso. 
- Concordo. –
 Arthur disse – Agora que você já sabe,não há mais nada o que fazer. Nós nos amamos,aprenda a lhe dar com isso. – Eu jamais ouvi Arthur ser tão seco assim,mesmo assim,era necessário naquela ocasião. 
Ela levantou a cabeça e eu pude ver lágrimas caindo sobre seu rosto,e com aquela voz de choro ela disse:
 
- Eu nunca imaginei que a minha... Que uma amiga tão próxima como você, fosse capaz de tirar de mim o cara que eu mais amei. Dezessete anos de vida e eu nunca senti algo tão forte por alguém como por você,
 Arthur Aguiar. E você, Lua,mesmo sabendo de tudo que eu sentia,foi capaz de tirar isso de mim tão brutalmente. – ela estava chorando, sua voz era de choro e seu rosto estava completamente vermelho. 
Aquela situação estava me deixando completamente chateada,mas era necessário.Arthur continuava sentado ao meu lado,logo me aproximei mais dele e ele me abraçou,o que me fez acalmar imediatamente.
 
- Gente? –
 Micael chegou confuso ao ver eu e Arthur abraçados e Sophia logo a nossa frente, chorando – Já entendi tudo. 
Micael foi ajudar
 Sophia porque eu, não tinha forças o suficiente para isso. Talvez ela não quisesse mais me ver, então preferi não arriscar. Ele por sua vez abraçou Sophia, que retribuiu. Logo ele a acompanhou para longe dali, sem virar as costas. 
- É... Depois eu converso com ela. – disse encarando o chão.
 
- Acho que isso não para por aqui. Conheço ela tão bem quanto você. – ele disse olhando pra mim.
 
- Tem razão. Mas eu cansei,eu não quero esconder de mais ninguém. – sorri.
 
- Nem eu. – ele retribuiu o sorriso. – Pode parecer ridículo, mas... Eu estive pensando em umas coisas. – ele disse pensativo.
 
- O que? – perguntei curiosa.
 
- Daqui a alguns dias você será maior de idade e poderá sair do país sem ter necessariamente a autorização dos seus pais. – assenti e ele continuou – O que você acha de nós... Morarmos juntos? – ele finalmente terminou.
 
- Nossa... Wow. É claro que eu quero,mas a gente nem ao menos namora,não oficialmente. – disse sincera.
 
- Então esse é o problema? Agora desta vez, ninguém vai aparecer pra me interromper. – então ele pegou em minha mão olhou no fundo de meus olhos e disse –
 LuaBlanco,quer ser finalmente,oficialmente,minha namorada? – ele sorriu e eu respondi: 
- É claro que sim – retribui aquele sorriso hipnotizador e assim nos beijamos.
 
Passamos o resto da tarde ali,apenas conversando sobre o nosso futuro como se tudo fosse pra sempre... Mas eu sabia que nada era pra sempre. Talvez o nosso amor fosse,ou talvez não. O que importava é que eu tinha consciência de que tudo um dia poderia acabar. A morte da minha mãe me fez amadurecer muito,e isso é bom.
 
Mesmo assim,preferia não pensar muito nas partes ruins que poderia acontecer. Só sabia que dali pra frente era uma nova vida.
 

Eu estava naquele mesmo jardim que
Um mês havia se passado. Era o fim da primavera, quase verão. Mas já era possível sentir o calor.

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