Capítulo 9 – Reconciliações.

- Bom dia mãe. – eu disse já na cozinha,onde minha mãe estava preparando o café da manhã.
- Bom dia. – ela riu.
- Qual a graça? – perguntei sorrindo.
- Você está diferente hoje – ela responde ainda fazendo o café da manhã.
- Diferente? Hmm... – fiz uma cara de confusa.
- Ok esquece – ela riu. – Aí está, tem biscoito, suco, leite, pão de forma... O que quiser. – ela sorriu sentando-se em uma cadeira na lateral.
Não demorei muito para terminar de comer, pois não comi muita coisa. Só algumas torradas com suco de laranja.
Levantei-me de minha cadeira e fui levar os pratos na pia, minha mãe já havia terminado de comer e também já tinha saído do local. Fui para a fachada da casa e observei o céu, que estava azul e o dia estava ensolarado. Não um sol forte, mas já era perceptível que a primavera havia chegado.
Entrei novamente na casa e subi para meu quarto, vesti um short jeans com uma blusa preta e alguns colares. Dei tchau para minha mãe e saí em direção à casa de Sophia que não ficava tão longe de minha casa.
Mínimas pessoas na rua, só alguns vizinhos passeando com seus cachorros, outros fazendo a caminhada matinal... Era uma vizinhança muito calma.
Após curtos 10 minutos, cheguei à casa de Sophia . Era uma casa muito bonita, branca com algumas partes em vidro e também havia um grande jardim logo à frente.
Suspirei, criei coragem e caminhei no grande jardim em direção a porta. Ao me aproximar da casa,pude ouvir alguns gritos mas não me importei muito e logo apertei o botão de campainha e uma moça,provavelmente a empregada,veio me atender.
- Oi... A Sophia está? – perguntei olhando tímida para a moça.
Continuei ouvindo alguns gritos e choros, mesmo assim ignorei e a moça logo respondeu:
- Er... – ela olhou para trás rapidamente – não. – respondeu sem mudar sua expressão.
- Ok,tudo be... – alguém me interrompeu no fundo.
- Luinha ? – Sophia disse com os olhos cheios d’gua e com sua maquiagem completamente borrada.
A empregada que mentiu, por um motivo desconhecido, entrou para dentro mas manteve a porta aberta.
- Oi Sop ... O que... Houve? – eu disse a olhando sem me mover.
- Entra. – ela ordenou, e eu obedeci sem êxito.
Sophia subiu a grande escadaria de mármore que havia logo na sala, e eu a segui. No andar de cima haviam muitas portas,provavelmente quartos, Sop entrou em uma dessas e continuei a segui-la. Logo chegamos a seu quarto, onde ela sentou-se em sua cama e começou a chorar descontroladamente.
Por um momento fiquei sem reação, mas sem pensar duas vezes fui abraçá-la.
- O que houve, por que você está assim? – eu disse abraçando-a.
- Luinha ... – ela me olhou e continuou a chorar.
- Ei, fale o que houve talvez eu possa ajudar... – eu tentava acalmá-la mesmo parecendo impossível.
- Os meus pais... Eles se separaram. – ela chorava cada vez mais.
- Meu deus. – disse boquiaberta. – mas calma,pensa pelo lado positivo...
- QUE LADO POSITIVO? HÁ LADO POSITIVO? Não consigo enxergar lado positivo em saber que meu pai, a pessoa quem eu sempre preferi e sempre amei mais que tudo, está a UM OCEANO de distância. – ela praticamente gritava.
- Mas você ainda tem sua mãe, acalme-se Sop ,por favor. – pedi.
- A minha mãe? Uma mulher arrogante e egoísta? Não obrigado prefiro morar sozinha ou MORRER. – ela disse já secando as lágrimas.
- É uma situação... Muito difícil. Meu pai está em Paris por trabalho, mas ele quase não falava comigo direito, só pensava em trabalho e trabalho. Mesmo assim, sou feliz. E amo minha mãe acima de tudo, acho que se eu não tivesse ela... Não sei o que seria de mim. – desabafei com ela.
- Tudo bem, eu vou superar... Mas por que você veio aqui me ver? Você não me odeia? – ela perguntou ainda tirando algumas lágrimas do rosto.
- Na verdade... É que você pediu pra te ligar ontem, mas preferi vir até aqui. E não, eu não te odeio. – eu sorri.
- Ok... Me desculpa pelas atitudes que eu tive e pelo meu ciúme possessivo. Não sei como pude desconfiar de... Você. – ela abaixou a cabeça.
Nesse momento me senti muito mal, por ter mentido e as palavras que ela me disse me tocaram muito. Ela confiava em mim, mesmo eu não merecendo.
- Não... Tudo bem, eu é quem devo me desculpar. – entortei a boca.
- Ok, vamos esquecer isso. Afinal de contas,melhores amigas também sabem perdoar. – ela sorriu de lado.
- Mas... Por que você não foi pra... – ela me interrompeu.
- Nova York? Eu não fui com meu pai morar lá, por que... Sou muito presa a Brighton,sou muito presa à Inglaterra e a meu “mundinho”. – ela disse ainda sorrindo.
- Ah sim... wow – soltei um leve riso – e... Sop acho melhor eu ir. Já está quase no horário de aula. – eu disse já me levantando.
- Tudo bem, nos vemos na escola. – ela me abraçou e eu retribuí.
Saí do quarto dela e desci as escadas, até sair da casa. Apesar de ela ter me perdoado, eu me senti pior do que já estava antes... Ela confiva em mim, de verdade e eu não dava motivos para isso. Eu devia contar logo a verdade e... Acabar com tudo isso de uma vez por todas. – passei a mão no meu olho, que já estava soltando algumas lágrimas – mas... Eu amo muito o Arthur , Micael estava realmente certo eu vou ter que escolher entre o amor e amizade, porque infelizmente... Não posso ter os dois.
Rapidamente cheguei em casa e as pressas,troquei de roupa. Peguei meus materiais e fui andando até a escola. Cheguei lá muito cansada,meu coração batia forte e minha respiração era rápida,eu realmente precisava de um copo d’gua. Olhei no relógio que marcava 12:55,havia chegado a tempo. Fui em direção a uma árvore que ficava ali no jardim frontal do colégio, e me sentei em um dos bancos que havia ali, esperando até que algum dos guys ou das meninas chegassem. Senti algo tremer em um dos bolsos de minha calça,peguei meu blackberry e estava escrito: Nova Mensagem. Logo abri-la e li: E aí? Fez a melhor escolha? XX Micael . Respondi: Ah... Não sei... E, Micael Cadê você, idiota? Haha. E fui surpreendida por um Micael com cabelos bagunçados,que aparecera atrás de mim:
- Aqui estou eu. – ele gritou.
- AAA que susto. – olhei-o assustada.
Ele não respondeu nada,apenas sentou-se ao meu lado.
- E então? Se resolveu? – ele olhava em meus olhos.
- É... sim. Mas não sei,acho que não foi uma boa escolha porque,me sinto pior que antes mesmo que... – e Arthur me interrompeu.
- E AÍ GENTE. – Micael e eu movemos nossos olhares para ele,que estava todo animado.
- E aí Arthur . – sorri.
Ele me encarou dando um sorriso de lado,o que fez meu coração bater forte novamente,mas dessa vez não foi pelo cansaço e sim por um sentimento estranho que talvez,eu pudesse chamar de AMOR.
- E aí Luinha , ele puxou minha mão fazendo-me levantar e logo me abraçou. Cochichei em seu ouvido: - É melhor não demorar muito com isso - e ele respondeu: - Não me diga que você está preocupada com ela... – e antes mesmo que eu pudesse responder o sinal bateu e Micael levantou-se.
- Err... Vamos... – Micael disse meio sem graça,Arthur já havia me soltado e eu balancei a cabeça positivamente.
- Cadê a Sophia ? – Perguntei indiferente,foi só para criar assunto.
- Hm,são 13:01,ela está atrasada. – Micael que estava ao meu lado só que poucos centímetros a frente,respondeu.
Ficamos em silêncio até entrarmos na escola,quando Arthur perguntou:
- Qual a primeira aula de vocês? – senti um tom involuntário em sua voz.
- Matemática. – respondi sem muita euforia.
Logo nos separamos,Arthur foi para uma sala no fim do corredor e eu entrei na de matemática que ficava logo ali na entrada. Não havia ninguém que eu conversasse então me sentei em qualquer carteira da fileira do meio.
Permaneci naquela sala por exatamente longas e cansativas duas horas,até a diretora entrar e dar-nos um breve recado: - Boa tarde a todos. Vim avisar vocês que,sairão mais cedo hoje porque precisamos fazer uma reunião com os professores. Desculpe não ter avisado antes,mas isso foi decido hoje... E queria avisar também sobre o baile,será organizado nessa sexta e provavelmente será no sábado,ou domingo. Obrigado pela atenção. – ela saiu da sala.
Pude ver alguns sorrisos de felicidade,e antes mesmo que a professora pudesse continuar sua aula,o sinal tocou. Todos,inclusive eu,pegamos nossos materiais e saímos .

- Bom dia mãe. – eu disse já na cozinha,onde minha mãe estava preparando o café da manhã.
- Bom dia. – ela riu.
- Qual a graça? – perguntei sorrindo.
- Você está diferente hoje – ela responde ainda fazendo o café da manhã.
- Diferente? Hmm... – fiz uma cara de confusa.
- Ok esquece – ela riu. – Aí está, tem biscoito, suco, leite, pão de forma... O que quiser. – ela sorriu sentando-se em uma cadeira na lateral.
Não demorei muito para terminar de comer, pois não comi muita coisa. Só algumas torradas com suco de laranja.
Levantei-me de minha cadeira e fui levar os pratos na pia, minha mãe já havia terminado de comer e também já tinha saído do local. Fui para a fachada da casa e observei o céu, que estava azul e o dia estava ensolarado. Não um sol forte, mas já era perceptível que a primavera havia chegado.
Entrei novamente na casa e subi para meu quarto, vesti um short jeans com uma blusa preta e alguns colares. Dei tchau para minha mãe e saí em direção à casa de Sophia que não ficava tão longe de minha casa.
Mínimas pessoas na rua, só alguns vizinhos passeando com seus cachorros, outros fazendo a caminhada matinal... Era uma vizinhança muito calma.
Após curtos 10 minutos, cheguei à casa de Sophia . Era uma casa muito bonita, branca com algumas partes em vidro e também havia um grande jardim logo à frente.
Suspirei, criei coragem e caminhei no grande jardim em direção a porta. Ao me aproximar da casa,pude ouvir alguns gritos mas não me importei muito e logo apertei o botão de campainha e uma moça,provavelmente a empregada,veio me atender.
- Oi... A Sophia está? – perguntei olhando tímida para a moça.
Continuei ouvindo alguns gritos e choros, mesmo assim ignorei e a moça logo respondeu:
- Er... – ela olhou para trás rapidamente – não. – respondeu sem mudar sua expressão.
- Ok,tudo be... – alguém me interrompeu no fundo.
- Luinha ? – Sophia disse com os olhos cheios d’gua e com sua maquiagem completamente borrada.
A empregada que mentiu, por um motivo desconhecido, entrou para dentro mas manteve a porta aberta.
- Oi Sop ... O que... Houve? – eu disse a olhando sem me mover.
- Entra. – ela ordenou, e eu obedeci sem êxito.
Sophia subiu a grande escadaria de mármore que havia logo na sala, e eu a segui. No andar de cima haviam muitas portas,provavelmente quartos, Sop entrou em uma dessas e continuei a segui-la. Logo chegamos a seu quarto, onde ela sentou-se em sua cama e começou a chorar descontroladamente.
Por um momento fiquei sem reação, mas sem pensar duas vezes fui abraçá-la.
- O que houve, por que você está assim? – eu disse abraçando-a.
- Luinha ... – ela me olhou e continuou a chorar.
- Ei, fale o que houve talvez eu possa ajudar... – eu tentava acalmá-la mesmo parecendo impossível.
- Os meus pais... Eles se separaram. – ela chorava cada vez mais.
- Meu deus. – disse boquiaberta. – mas calma,pensa pelo lado positivo...
- QUE LADO POSITIVO? HÁ LADO POSITIVO? Não consigo enxergar lado positivo em saber que meu pai, a pessoa quem eu sempre preferi e sempre amei mais que tudo, está a UM OCEANO de distância. – ela praticamente gritava.
- Mas você ainda tem sua mãe, acalme-se Sop ,por favor. – pedi.
- A minha mãe? Uma mulher arrogante e egoísta? Não obrigado prefiro morar sozinha ou MORRER. – ela disse já secando as lágrimas.
- É uma situação... Muito difícil. Meu pai está em Paris por trabalho, mas ele quase não falava comigo direito, só pensava em trabalho e trabalho. Mesmo assim, sou feliz. E amo minha mãe acima de tudo, acho que se eu não tivesse ela... Não sei o que seria de mim. – desabafei com ela.
- Tudo bem, eu vou superar... Mas por que você veio aqui me ver? Você não me odeia? – ela perguntou ainda tirando algumas lágrimas do rosto.
- Na verdade... É que você pediu pra te ligar ontem, mas preferi vir até aqui. E não, eu não te odeio. – eu sorri.
- Ok... Me desculpa pelas atitudes que eu tive e pelo meu ciúme possessivo. Não sei como pude desconfiar de... Você. – ela abaixou a cabeça.
Nesse momento me senti muito mal, por ter mentido e as palavras que ela me disse me tocaram muito. Ela confiava em mim, mesmo eu não merecendo.
- Não... Tudo bem, eu é quem devo me desculpar. – entortei a boca.
- Ok, vamos esquecer isso. Afinal de contas,melhores amigas também sabem perdoar. – ela sorriu de lado.
- Mas... Por que você não foi pra... – ela me interrompeu.
- Nova York? Eu não fui com meu pai morar lá, por que... Sou muito presa a Brighton,sou muito presa à Inglaterra e a meu “mundinho”. – ela disse ainda sorrindo.
- Ah sim... wow – soltei um leve riso – e... Sop acho melhor eu ir. Já está quase no horário de aula. – eu disse já me levantando.
- Tudo bem, nos vemos na escola. – ela me abraçou e eu retribuí.
Saí do quarto dela e desci as escadas, até sair da casa. Apesar de ela ter me perdoado, eu me senti pior do que já estava antes... Ela confiva em mim, de verdade e eu não dava motivos para isso. Eu devia contar logo a verdade e... Acabar com tudo isso de uma vez por todas. – passei a mão no meu olho, que já estava soltando algumas lágrimas – mas... Eu amo muito o Arthur , Micael estava realmente certo eu vou ter que escolher entre o amor e amizade, porque infelizmente... Não posso ter os dois.
Rapidamente cheguei em casa e as pressas,troquei de roupa. Peguei meus materiais e fui andando até a escola. Cheguei lá muito cansada,meu coração batia forte e minha respiração era rápida,eu realmente precisava de um copo d’gua. Olhei no relógio que marcava 12:55,havia chegado a tempo. Fui em direção a uma árvore que ficava ali no jardim frontal do colégio, e me sentei em um dos bancos que havia ali, esperando até que algum dos guys ou das meninas chegassem. Senti algo tremer em um dos bolsos de minha calça,peguei meu blackberry e estava escrito: Nova Mensagem. Logo abri-la e li: E aí? Fez a melhor escolha? XX Micael . Respondi: Ah... Não sei... E, Micael Cadê você, idiota? Haha. E fui surpreendida por um Micael com cabelos bagunçados,que aparecera atrás de mim:
- Aqui estou eu. – ele gritou.
- AAA que susto. – olhei-o assustada.
Ele não respondeu nada,apenas sentou-se ao meu lado.
- E então? Se resolveu? – ele olhava em meus olhos.
- É... sim. Mas não sei,acho que não foi uma boa escolha porque,me sinto pior que antes mesmo que... – e Arthur me interrompeu.
- E AÍ GENTE. – Micael e eu movemos nossos olhares para ele,que estava todo animado.
- E aí Arthur . – sorri.
Ele me encarou dando um sorriso de lado,o que fez meu coração bater forte novamente,mas dessa vez não foi pelo cansaço e sim por um sentimento estranho que talvez,eu pudesse chamar de AMOR.
- E aí Luinha , ele puxou minha mão fazendo-me levantar e logo me abraçou. Cochichei em seu ouvido: - É melhor não demorar muito com isso - e ele respondeu: - Não me diga que você está preocupada com ela... – e antes mesmo que eu pudesse responder o sinal bateu e Micael levantou-se.
- Err... Vamos... – Micael disse meio sem graça,Arthur já havia me soltado e eu balancei a cabeça positivamente.
- Cadê a Sophia ? – Perguntei indiferente,foi só para criar assunto.
- Hm,são 13:01,ela está atrasada. – Micael que estava ao meu lado só que poucos centímetros a frente,respondeu.
Ficamos em silêncio até entrarmos na escola,quando Arthur perguntou:
- Qual a primeira aula de vocês? – senti um tom involuntário em sua voz.
- Matemática. – respondi sem muita euforia.
Logo nos separamos,Arthur foi para uma sala no fim do corredor e eu entrei na de matemática que ficava logo ali na entrada. Não havia ninguém que eu conversasse então me sentei em qualquer carteira da fileira do meio.
Permaneci naquela sala por exatamente longas e cansativas duas horas,até a diretora entrar e dar-nos um breve recado: - Boa tarde a todos. Vim avisar vocês que,sairão mais cedo hoje porque precisamos fazer uma reunião com os professores. Desculpe não ter avisado antes,mas isso foi decido hoje... E queria avisar também sobre o baile,será organizado nessa sexta e provavelmente será no sábado,ou domingo. Obrigado pela atenção. – ela saiu da sala.
Pude ver alguns sorrisos de felicidade,e antes mesmo que a professora pudesse continuar sua aula,o sinal tocou. Todos,inclusive eu,pegamos nossos materiais e saímos .


















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