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15 de junho de 2012

Nunca Mais 2ª Temporada - Recomeçando (PRIMEIRO CAPÍTULO)


Capítulo 01



No dia seguinte eu acordei e tudo parecia um sonho. Eu estava nos braços de Arthur. Um sorriso brotou no meu resto, junto com as lágrimas nos olhos. Depois de cinco anos de sofrimento, de distancia, de medo. Finalmente, eu estava lá. Vivendo o que eu achei que nunca mais viveria. Vivendo o meu amor. Vivendo com o meu amor.
Arthur ainda dormia, parecia um anjo. Fechei os olhos novamente, e fiquei apenas sentido a respiração dele. Mais lágrimas apareceram. E meu sorriso era cada vez maior.
Em algum momento Arthur acordou.
_ Bom dia Luinha! – ele disse acariciando meu cabelo.
_ Bom dia! – Eu falei sorridente.
_ Está chorando? – Ele perguntou preocupado.
_ De felicidade – falei olhando para ele.
Ele sorriu e beijou minha cabeça.
Naquele dia eu e Arthur ficamos juntos, em casa. Por sorte, nem Sophia, nem Micael, nem Chay apareceram.
Eu e Arthur fomos juntos para a cozinha preparar o almoço. Eu me sentia num conto de fadas. Eu ali, com o meu amor. Mais uma vez. E daquela vez nada, nem ninguém seria capaz de me afastar dele.
Enquanto cozinhávamos, nós riamos e fazíamos piadas. Lembramos dos momentos que vivemos juntos. Ele me contou sobre tudo que aconteceu com a banda. Como conseguiram tudo que ela era até o momento.
Após almoçarmos, lavamos a louça juntos. Juro, até lavar louça com o Arthur é gostoso.
Eu sentia uma felicidade que jamais sentira. Ou talvez já, quando eu e o Arthur estávamos juntos, da primeira vez. Naquela vez em que eu achava que ele era o príncipe encantado que poderia me proteger de todo o mal. De qualquer mal.
_ Luinha – Arthur disse logo após terminarmos de lavar a louça – Temos que conversar uma coisa.
_ O que? – perguntei um pouco preocupada.
_ É sobre suas coisas. Que estão no Brasil.
_ Como assim? – perguntei sem entender.
_ Você não tem que busca-las? Digo, se você for morar aqui, como antes.
_ É claro que vou morar aqui.
_ Então, o que pensa fazer?
_ A verdade é que eu não tinha pensado nisso. – Fiz uma pausa – Não tenho muita coisa lá. É apenas um apartamento, e as minhas telas.
_ Podemos manter o apartamento ou vende-lo. – Arthur sugeriu.
_ Acho melhor vende-lo.
_ Não gostaria de mantê-lo para as férias?
_Não! – exclamei – Lá passei os piores cinco anos da minha vida.
_ Mas talvez depois d um tempo você se mude de idéia.
_ Não vou mudar.
_ Como pode ter tanta certeza?
_ Porque eu nunca quero nada que me lembre todos os anos que passei longe de você. – Falei chorosa.
_ Ô Luinha – ele falou dengoso. – Não fica assim. – Ele me deu um selinho. – Agora tudo é diferente. Estamos juntos de novo.
_ Eu sei. Mas ainda tenho muito medo.
_ Medo de que?
_ De isso ser um sonho. – Fiz uma pausa – Ou, de te perder.
_ Isso não é um sonho – ele falou pegando no meu resto com as duas mãos, e olhando no fundo dos meus olhos – Isso é realidade. Uma realidade que nunca, nunca mais vai chegar ao fim. Não tenha medo de me perder. Eu sempre estivesse aqui e sempre vou estar.
_ Eu te amo – falei com lágrimas nos olhos.
_ Eu também te amo muito, Luinha – ele falou e logo depois me beijou.
_ Eu não quero nada que me lembre a tristeza de não ter estado com você todo esse tempo – falei depois do beijo.
_ Ok, minha linda. Nós vamos vender seu apartamento no Brasil. – Ele falou carinhosamente, olhando nos meus olhos.
Arthur e eu, que estávamos sentados na cozinha durante a conversa, fomos para o quarto, junto com um pote de sorvete. Sentamos, abraçadinhos, na cama e ligamos a TV. Estava passando um filme. Não sei o nome. Nunca tinha visto.
Enquanto Arthur e eu assistíamos o filme e dividíamos o pote de sorvete, eu pensava superficialmente sobre tudo que acontecera. Nossa volta era recente demais para que eu me sentisse bem. Para que eu me sentisse segura.
Em nenhum momento tinha duvidas quanto ao que eu sentia por ele, ou insegurança quanto ao sentimentos dele por mim. Mas é que eu tinha me acostumado na solidão. Na tristeza. E naquela hora eu me sentia leve, alegre. Era bom, mas dava medo.
            Em algum momento senti um arrepio, e Arthur percebeu.
            _ O que foi, linda?
            _ Nada. – respondi sorrindo.
            _ Mesmo?
            _ Mesmo! – Sorri – É só que to aqui pensando...
            _ Sobre?
            _ Como eu to feliz. Como eu senti saudade de tudo isso.
            _ Eu também senti muita. – Ele me deu um selinho.
           
            Naquela hora, passei o dedo no sorvete e o passei no rosto de Arthur. Fiz um risco em cada bochecha e outro no nariz. Ele riu e eu também.
            _ Sacanagem! – Ele exclamou rindo.
            _ Você não disse que tinha saudades disso? – perguntei sapeca. 

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