Capitulo 9
- Eu não sei o que vestir. – Eu estava aflita.
- Calma, respira, vai pentear esse cabelo que eu pego uma roupa para você.
- Eu não sei o que eu faria da minha vida se não fosse você.
- Eu sei, entraria para o circo e casaria com um macaco. – Nós duas começamos a rir. – Pronto, olha a sua roupa aqui.
- Está perfeita Sop. – Ela tinha escolhido um vestidinho bem soltinho verde água com detalhes brancos e uma rasteirinha branca com detalhes de flores, eu terminei de me vestir e fui para frente do espelho avaliar a minha aparência. – Você não acha que esse vestido está curto demais Sop?
- Deixa de besteira , você tem pernas lindas! Tem mais é que mostrar mesmo, e não ouse voltar para casa essa noite, eu vou estar te esperando amanhã e eu exijo que você volte toda descabelada depois de uma noite de sexo selvagem.
- Sop, você não tem casa mais não, é? E além do mais, você sabe que eu não consigo... - Eu falei de cabeça baixa.
- Levanta essa cabeça e espanta essa tristeza que eu sei que o pequeno Aguiar vai te fazer esquecer tudo hoje.
A campainha tocou uns dois minutos depois e quando eu abri a porta, lá estava Arthur com um sorriso enorme e um lindo buquê de girassóis.
- Espero que você goste, eu fiquei em dúvida sobre qual flor escolher, e como você é como o sol para mim eu achei que essas eram as flores certas para demonstrar o que eu sinto. – Ele se enrolava com as palavras.
- Está perfeito Arthur. – Meus olhos brilhavam.
- Vamos?
- Claroa deixa só eu me despedir da Sop, TCHAU SOP. – Gritei para a escada.
- Tchau crianças, juízo.
Depois de uma sessão de ‘De volta para o futuro’ e muita pipoca depois, Arthur me levou para conhecer o quarto dele e eu estava extremamente nervosa.
- Que papel é aquele na parede? – Perguntei curiosa quando eu vi um papel azul colado no meio de várias fotos minhas e de Arthur.
- Ah! Aquilo? Não é nada não. – Ele falou ficando vermelho.
- Eu posso ver?
- NÃO! – Ele correu e pegou o papel antes de mim.
- Se não é nada por que você não quer me deixar ler? – Arqueei a sobrancelha. – Tudo bem Arthur, se você não quer me deixar ler eu vou embora. – Eu falei dando as costas para ele.
- Espera Luinha. – Ele pegou o meu braço. – Não vai, por favor.
- Então me dá esse papel Aguiar, antes que eu comece a pensar besteira. - Eu falei estendendo a mão.
- Ok, só promete que não vai rir de mim. – Ele me olhava sério.
- Prometo.
Ele me deu e baixou a cabeça envergonhado, quando olhei para o papel um sorriso apareceu em meus lábios.
– Você prometeu que não ia rir. – Ele falou, ficando mais vermelho, e você deve estar se perguntando o que tinha escrito no tal papel, então aí está:
Coisas de que eu sinto falta
1 – O seu jeito de falar.
2 – O seu jeito de sorrir.
3 – Sua mania irritante de me bater.
4 – Você me sujando de sorvete.
5 – Sua voz dizendo que me ama
6 – Sua mania de franzir a testa quando você diz alguma coisa inteligente .
7– O jeito que você beija.
8– O sabor dos seus lábios.
9– Você cantando desafinada as músicas dos Beatles.
10– Sua paciência ao lidar com meus amigos loucos.
, eu fiz essa lista com a esperança de que um dia você entendesse a falta que você faz na minha vida.
Te Amo Muito
Sempre SEU
Arthur Aguiar!
1 – O seu jeito de falar.
2 – O seu jeito de sorrir.
3 – Sua mania irritante de me bater.
4 – Você me sujando de sorvete.
5 – Sua voz dizendo que me ama
6 – Sua mania de franzir a testa quando você diz alguma coisa inteligente .
7– O jeito que você beija.
8– O sabor dos seus lábios.
9– Você cantando desafinada as músicas dos Beatles.
10– Sua paciência ao lidar com meus amigos loucos.
, eu fiz essa lista com a esperança de que um dia você entendesse a falta que você faz na minha vida.
Te Amo Muito
Sempre SEU
Arthur Aguiar!
- Gostei do desenho de coraçãozinho Arthur! – Eu estava tão emocionada que essa foi a primeira coisa que eu pensei para falar.
- Para de me zoar, você prometeu.
- Que biquinho lindo. – Eu falei dando um selinho nele. – Eu também tenho uma listinha assim, sabia?
- Sério? – Ele me olhava desconfiado.
- Tenho sim, quem sabe um dia eu não leia para você.
- Vou esperar ansiosamente. – Ele me puxou pela cintura e começou a me beijar, passando a mão de leve pelas minhas costas me deitando na cama, o que me deixou tensa e quando seus carinhos começaram a ficar mais urgentes comecei a ficar angustiada e levantei de um salto, tentando recuperar o fôlego.
- Fugindo de mim, pequena? – Seus olhos expressavam o tamanho do desejo que ele estava sentindo.
- Eu ainda estou estranhando a falta de barulho, era tão diferente quando você morava com os meninos. – Mudei de assunto rapidamente, fugindo da provocação de Arthur.
- Tudo era diferente naquela época, Luinha. – Arthur olhava em meus olhos.
- Mas eu queria que não tivesse mudado nada, as coisas eram perfeitas. Por que o tempo que você perdeu é o tempo que você deseja ter de volta?
- Esquece tudo pequena, todo sofrimento, deixe o amanhã, viva está noite comigo, porque eu não posso aguentar outra noite sozinho. - Ele me beijou de novo com paixão apertando minha cintura de leve, beijou o meu pescoço e eu comecei a lembrar de uma outra noite, onde outra pessoa beijou o meu pescoço desse jeito. – Eu não possoArthur! – Falei afastando ele de cima de mim.
- O que aconteceu Luinha? – Sua visão estava turva de desejo. – Conversa comigo, por que você está chorando? – Ele tocou no meu rosto com delicadeza.
- Não dá mais pra gente ficar junto Arthur, me desculpa. - Eu levantei e sai correndo, mas ele foi mais forte e pegou em meu braço antes que eu alcançasse a porta.
- Pelo amor de Deus , me fala o que é que está acontecendo, a gente estava bem até agora. – Ele estava desesperado.
- É complicado Arthur.
- Eu acho que sou inteligente o suficiente para entender se você me fizer o favor de explicar o que foi isso que acabou de acontecer.
- Eu gostaria, mas eu simplesmente não consigo.
- Você vai me deixar de novo ? Você não acha que já fez estrago o bastante da primeira vez não? Que droga, fala alguma coisa. - Ele deu um soco na parede fazendo com que eu me encolhesse, mas ele estava nervoso demais para notar.
- Agora corações estão sendo partidos, mas acho que é isso que chamam de crescer. – Reconheci aquela voz como sendo minha, mas parecia distânte, calma demais para o estado em que eu me encontrava agora.
- Então é assim, você vai sair por essa porta e fingir que não me ama mais?
- Eu não vou fingir nada Arthur, eu tentei, mas não dá mais, por mim a gente acaba aqui, eu não quero te fazer sofrer mais.
- Essa é a sua última decisão? – Ele me encarou com frieza.
- É sim, eu sinto muito Arthur. - Eu falei em um fio de voz.
- Então , a sua última decisão foi a última. - Seus olhos estavam cheios de lágrimas. – Por favor, vai embora.
- Me desculpa Arthur, eu...
- Eu não quero ouvir mais mentiras, por favor, vai embora, eu não posso dizer que estou melhor sem você porque eu não estou, mas eu queria entender porque diabos eu fui me apaixonar por você!
- Eu não queria te magoar Arthur, mas é melhor assim, adeus. – Ele não me respondeu e eu sai sem rumo, as lágrimas turvavam a minha visão e eu estava com a cabeça a mil por hora, pensando na burrada que eu tinha acabado de fazer por ser covarde demais, eu tinha perdido o amor da minha vida para sempre.



















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