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8 de fevereiro de 2012

The Secret

                                         
                               
Capítulo 4 - Gurdado em... Sete chaves


Estava de manhã quando acordei e me deparei abraçada com Arthur . Nós estávamos em uma barraca azul escura, espaçosa. 
Retirei rapidamente os braços deles de cima de mim e recolhi meus braços que estavam em cima dele.
 
-
 Arthur , Arthur ... – Eu tentava acordá-lo. 
Logo ele abriu os olhos.
 
- Oi... – ele bocejou. –
 Luinha ... – disse ele se espreguiçando. 
- Oi
 Arthur . – disse eu ajoelhada a seu lado. 
- Que horas são hein? – ele perguntou ainda deitado.
 
- Não faço a menor idéia. – disse eu abrindo a barraca e me deparando com o mar. O tempo estava nublado e fazia frio, não tão forte como de costume.
 
- Deve estar bem frio. – ele disse.
 
- Nem tanto, mas anda logo, nós precisamos sair daqui antes que... – ele não me permitiu terminar.
 
- Antes que nada aconteça. Não precisamos esconder nada de ninguém
 Luinha , eu te amo e é isso que importa. – ele disse já sentado. 
-
 Arthur eu sei que é difícil, mas... É estranho dormir com o namorado da melhor amiga e no dia seguinte agir como se nada tivesse acontecido. – eu disse olhando para o chão. 
- Você não entendeu. Não vamos agir deste modo, não vamos esconder isso de ninguém. Eu quero que o mundo saiba o quanto eu te amo. – ele disse me encarando.
 
- Isso foi... Muito lindo. – encarei-o. – Mas não posso chatear minha melhor amiga, ela se sentiria ridícula... O problema
 Arthur é que eu a amo. Assim como eu te amo. E eu não posso chateá-la assim como você também não pode e não vai. – eu disse olhando no fundo de seus olhos. 
- Ok
 Luinha . Eu não vou chatear a Sophia e o que aconteceu ontem e o que está acontecendo agora, ninguém vai ficar sabendo. Se for isso o que quer. – ele disse sorrindo. 
- Obrigada
 Arthur . – sorri. – eu preciso ir embora... Então tchau. – disse eu insegura. 
- Tchau. – disse ele fazendo uma expressão diferente.
 
- O que foi? – perguntei.
 
- Nada... Mas tipo, tchau? – ele soltou um leve sorriso.
 
Suspirei. Ajoelhei-me um pouco mais a sua frente, ele segurou em minha cintura e logo me beijou. Foi um beijo rápido, porém caloroso.
 
- Então tchau senhor
 Aguiar . – eu disse saindo da barraca. 
Andei pela areia da praia encolhida e com os braços cruzados. Fazia muito frio e ventava muito. Eu não sabia a reação da minha mãe quando chegasse em casa,estava com medo.
 
Logo saí da areia da praia e fui para a rua. Alguns minutos depois andando quando já estava próxima a minha casa avistei
 Sophia . 
-
 Luinha ? – Sop gritou assustada. 
-
 Sop ! – eu tentava fingir que nada havia acontecido. 
- Menina, olha seu cabelo... Porque você está assim? Meu deus... –
 Sophia me olhava assustada. 
Por um momento senti vontade de dizê-la tudo, mas logo me veio à imagem de
 Arthur e de tudo o que havia acontecido, no entanto respondi: 
- Pois é... Estou aderindo a este novo visual, é uma moda popular em lugares como Estados unidos. E você está por fora de tudo. – soltei uma risada sínica.
 
- Ual,não me diga. Desculpe-me então, senhorita ‘fashionista’. – Ela me olhou rindo de uma forma irônica.
 
- Bom então eu vou entrar, nos vemos depois. – eu disse já abrindo a porta e antes que ela me respondesse eu já estava dentro da casa.
 
Ao fechar a porta logo dei de cara com minha mãe.
 
- Espero que tenha uma boa explicação. – disse ela com uma expressão seca.
 
- Bom mãe, eu gostaria muito, mas estou muito cansada. – eu disse bocejando.
 
- Você não vai subir essa escada até que me de explicações. – ela disse me puxando pelo braço.
 
- Ei,espere você está me machucando. – reclamei.
 
- Então são assim que as coisas vão funcionar. – ela disse brava e com um tom de voz superior ao meu.
 
- Mãe... Nós já conversamos, e eu... – ela me interrompeu.
 
- E você nada. Você vai subir para o seu quarto e ficar lá até que eu suba para conversarmos. – ela ordenou.
 
- Ok. - obedeci-a.
 
Subi rapidamente as escadas sentindo minha consciência pesar. Eu pensava que quandoArthur me falasse todos os segredos, minha vida ficaria menos confusa e eu poderia deitar minha cabeça sobre o travesseiro tranqüila. Mas descobri que um segredo revelado pode ser a chave para novos segredos, ou o maior de todos eles.
 
Sentei-me em minha cama e comecei a pensar em tudo o que havia acontecido, e o que ainda poderia acontecer. Pensava em todas as coisas e principalmente a chance de perder minha amizade, que pra mim era tão importante.
 
Ouvi um barulho na porta, logo a voz:
 
- Posso entrar ou não? – dizia minha mãe sem mudar seu tom de voz desde que a encontrei lá em baixo.
 
- Claro. – tentava eu mudar o clima tenso que invadiu o local.
 
- Bom... – ela disse entrando e sentando-se ao meu lado.
 
Apenas a olhei esperando que ela falasse algo.
 
Eu não sabia o que falar. Não sabia se lhe contava tudo, revelaria o ‘maior’ segredo de todos, se ficaria calada ou... Eu mentiria.
 
- Ok mãe. Estou me sentindo péssima com isso, mas acredite em mim, eu dormi fora e tudo... Você disse que acreditava em mim, e que confiava. – eu disse numa expressão triste.
 
- E eu acredito em você. Não estou aqui para te julgar porque afinal você está prestes a fazer 18 anos. Só estou querendo te proteger o quanto posso, mas você é quem sabe de suas atitudes. Eu ainda confio em você. – ela disse me olhando.
 
Por um momento ficamos em silencio e logo me veio as palavras:
 
- Tudo bem mãe. Eu entendo e eu prometo que quando eu puder falo tudo. – eu disse fazendo o máximo o possível para não chateá-la mais do que já havia chateado.
 
- Eu não vou debater com você, então por mim está tudo bem. – ela disse levantando-se.
 
Continuei ali sentada sozinha em meu quarto esperando algum consolo, algum abraço. E não recebi.
 
Permaneci assim por um longo tempo,até que percebi alguns barulhos vindos de lá de baixo mas não me importei,apenas tentei fazer uma cara melhor.
 
-
 Luinha ! – Mel abriu a porta de meu quarto. 
- Oi
 Mel ! – eu sorria. - O que está havendo? – ela perguntou me olhando com os braços cruzados. 
- Nada... Por quê? – fiz uma cara de confusa.
 
- Não minta
 Luinha ela. Eu te conheço melhor que ninguém. – ela disse. 
- Olha
 Mel ... – suspirei – eu vou te falar assim que o possível ok? Não quero tomar atitudes precipitadas. – repeti as mesmas palavras que disse para minha mãe anteriormente. 
- Ok então. Na verdade estou aqui só pra avisar que nós vamos à sorveteria mais tarde, aí eu vim aqui para te chamar. – ela sorriu.
 
- Ótimo! Mas nós quem? – perguntei incrédula.
 
- Nós, eu, você,
 Arthur , Micael ,Chay ,Rodrigo e Sophia . Falando nela, sabe o que houve entre ela e Arthur ? Eles não estão mais juntos, é o que aparenta. 
Neste momento senti meu corpo congelar e uma sensação estranha que eu jamais havia sentido tomou conta de meu corpo. Não sabia se deveria ficar feliz ou triste, estava perdida.
 
- O que? De onde você tirou isso
 Mel ? – perguntei fazendo uma cara de assustada. 
- A
 Sop me contou que o Arthur sumiu ontem a noite e hoje de manhã, agora a pouco, ele a chamou e eles tiveram uma conversa muito séria. – ela me disse numa expressão tranqüila. 
- Nossa... O que será que aconteceu? Muito estranho. – eu tentava fingir que não sabia de nada.
 
- Eis a questão. Talvez a sorveteria hoje seja uma boa. – ela riu.
 
- Também acho. Mas e você e o... – ela me interrompeu.
 
- Não me fale em
 Chay , por favor. Ele é um mentiroso ridículo e eu odeio ele. – ela disse fazendo uma cara de nojo. 
- Percebo que os casais estão em crise... – eu ri.
 
- Casais? Bom eu e o
 Chay nunca fomos um casal. – ela disse fazendo uma cara engraçada, o que me fez rir. – O papo está ótimo, mas eu preciso ir. Até mais tarde. –Mel disse já saindo do quarto. 
Levantei-me de minha cama e comecei a rir de todos os fatos já que eu não podia fazer nada.
 
Saí do meu quarto, desci as escadas e fui para a sala. Percebi que minha mãe já não estava mais presente no local.
 
De repente ouvi algumas batidas na porta, logo fui abrir:
 
-
 Micael ? Ual,o que faz aqui? – perguntei encarando Micael Borges que acabará de entrar. 
-
 Luinha , eu preciso conversar sério com você. – ele disse numa expressão fria e com a voz séria. 
- Tudo bem, entre. –convidei-o para entrar e logo nos sentamos.
 
- Eu posso ser bem direto? – ele perguntou.
 
- Claro, claro, fale logo, pois está me deixando preocupada. – eu o olhei preocupada.
 
- Bom você acha realmente que o
 Arthur ama a Sophia ? – ele me perguntou. 
-
 Micael ... Porque você está perguntando isso? – olhei para ele sentindo meu corpo ferver. 
- Só me responda. – ele implorou.
 
- Eu acho que... Sim é claro! Eles se amam, e vão ser felizes juntos. – menti desesperadamente.
 
- Não foi isso que eu vi ontem, não só ontem, mas em todos esses dias atrás. – ele me encarou.
 
- O que você está falando? – aumentei meu tom de voz.
 
- Por favor, eu não sou nenhum tipo de idiota. Primeiro você e ele se abraçam e ficam trocando cochichos enquanto ninguém está prestando atenção. Depois vocês dois somem, e na mesma hora. Muita coincidência, não acha? – ele disse com um sorriso irônico.
 
Senti meu corpo ferver cada vez mais e minha expressão era fria.
 
- Escuta aqui senhor
 Micael Borges , quem você pensa que é pra ficar insinuando que eu o Arthur temos alguma coisa? – eu falei quase gritando. 
- Você mesma provou isso agora. Em nenhum momento eu disse que vocês tinham algo, mas se pensou isso. – ele disse sem mudar sua expressão.
 
Olhei para baixo e senti uma lagrima escorrer.
 
-
 Luinha ? Luinha ? Por favor, me desculpe eu não quis magoá-la e se vocês dois tem algo, não se preocupe porque ninguém vai ficar sabendo de nada. – ele disse tentando me acalmar. 
-
 Micael , eu escondi isso da minha mãe, da Sophia ,da Mel e de todo mundo. Lutei muito para que esse segredo ficasse guardado em Sete chaves, mas vejo que isso não foi possível. – continuava a chorar. 
- Esse segredo não estava guardado, ele está. Não se preocupe porque na verdade eu não estou preocupado com isso. Estou preocupado com outras coisas.
 
- Que coisas? – olhei para ele ainda mais confusa.
 
- É... Sobre a... Nada esquece. – ele disse tentando fazer-me esquecer.
 
-
 Micael Borges ,me fale logo. Você sabe do meu maior segredo que pode mudar tudo, agora me fale o seu. – eu pedi-o. 
- Acredite, o meu é muito maior. – ele disse sorrindo.
 
- Ma... – fui interrompida por um barulho na porta.
 
- Hey
 Luinha , vem logo abrir isso. – uma voz totalmente animada dizia. 
Rapidamente me levantei e fui abrir a porta.
 
Logo todos foram entrando dando risadas e falando alto. A turma toda,
 Arthur ,Rodrigo ,Chay ,Sophia e Mel . 
- Ei, o combinado não era na sorveteria? – perguntei assustada.
 
- Mudanças de planos. – respondeu
 Arthur sorrindo. 
- Ótimo,então qual filme? – perguntava
 Rodrigo . 
- Ei,ei,ei... filme? – eu tentava por ordem.
 
-
 Luinha , quer se calar e vir sentar conosco? – ordenou Sophia . 
- Tudo bem então. – pulei em cima deles.
 
Logo ficamos ali por um bom tempo comendo pipoca e assistindo ‘As Branquelas’ não por minha vontade, mas pela vontade da maioria.
 
Acabamos pegando no sono e dormimos uns em cima dos outros e quando acordei olhei assustada para todos.
 
- Meu deus... Que bagunça. – eu disse bocejando.

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