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7 de fevereiro de 2012

The Secret

                             
                                                           Capítulo 3 - O Maior Segredo



- Luinha , levante-se já é aproximadamente meio-dia. – ouvi minha mãe falar enquanto abria as janelas do meu quarto. 
- Já? Meu Deus. – eu disse esfregando os olhos.
 
- Só espero que a senhorita não tenha planos de sair hoje à noite, porque não vai conseguir. – dizia minha mãe brava já cedo.
 
- Planos? Que eu me lembre não tenho... – eu disse já levantando.
 
- Tem certeza? – minha mãe dizia como se não soubesse que eu iria a um show hoje.
 
- Não, espere... Eu tenho um show do McFly para ir. – eu disse desesperada.
 
- Tinha. – minha mãe corrigiu-me.
 
- Mãe, eu preciso ir a este show, é muito importante para o
 Arthur , para a Sop e para todos os meninos! – eu disse quando já havia me levantado. 
- Filha, você não acha que está bom? Você saiu ontem, antes de ontem, chegou batendo as portas, nervosa, tendo atitudes horríveis. E ainda quer ir a um show onde há drogas, violência e... – eu a interrompi.
 
- Você não acha que chega? Eu já tenho 17 anos e logo irei fazer 18, e eu não tenho culpa que você não aceita que eu cresci. – falei grossa.
 
Minha mãe sentou-se na cama e abaixou a cabeça.
 
- Olhe mãe... Você tem de confiar em mim, eu não faço nada além de sair com meus amigos. – falei tentando ser mais delicada para não magoá-la. – Por favor, você não precisa agir assim, olhe em volta. Estamos brigando por quais motivos? Nenhum. Você me deu a educação que eu precisava para saber tudo o que é certo e errado na vida, e agradeço-te muito por tudo isso. – desabafei com ela.
 
- Me desculpe filha – minha mãe abriu os braços para um abraço, e eu retribuí.
 
- Não precisa se desculpar. – continuamos abraçadas – agora se a senhora me permite, preciso trocar de roupa. – eu ri.
 
Logo minha mãe saiu do quarto e logo o telefone tocou:
 
- Alô? – eu disse.
 
-
 Lua ? – uma voz masculina falava. 
- Vou fingir que não é você,
 Arthur Aguiar . – falei seca. 
- Logo cedo já está assim? – ele disse ironicamente.
 
- Para que está me ligando? – perguntei a ele.
 
- Só estou te ligando para conferir se a
 Sophia chegou salva em casa e para checar se eu morrerei tão cedo. – ele disse rindo. 
- Sua sorte é que ela está em casa salva, porque se não estivesse eu iria cumprir minha promessa. – falei num tom mais alto que o normal.
 
- Está certo... Então tchau. – ele disse.
 
- Tchau. – eu disse.
 
Logo desliguei o telefone e fui para o espelho me arrumar, eu não podia conter ansiedade ao me lembrar que hoje teria um show do McFly e que
 Arthur Aguiar revelaria algo tão importante, e que seria a chave para o fim dos meus problemas. 
Fiquei a tarde toda lendo e quando reparei já eram 19:00. O combinado era de que os meninos viriam me buscar as 20:00,então só tinha uma hora para me arrumar.
 
Abri meu guarda-roupa e peguei algo simples, porém bonito. Uma blusa branca com alguns detalhes em preto, uma calça jeans escura, uma jaqueta preta com alguns detalhes em rosa. Fiquei em duvida se usaria algo mais luxuoso nos pés, ou algo mais simples. Optei por um all star.
 
Logo fui para o banheiro arrumar meu cabelo. Fiz uma escova e deixei o repicado dele bem a mostra com as pontas curvadas para fora. Peguei uma ‘presilhinha tic-tac rosa’ e prendi minha franja. E enfim estava pronta.
 
- Filha, você está perfeita. – disse minha mãe.
 
- Obrigado mãe – disse eu sorrindo.
 
Uma buzina alta invadiu o local, olhei pela sacada que ficava logo ao lado de minha cama e percebi que eles haviam chegado. Desci as escadas com pressa e quando estava abrindo a porta dei tchau e mandei um beijo para minha mãe.
 
Assim que saí de casa me deparei com um carro preto que estava a minha espera e logo entrei.
 
-
 Sophia ? – perguntei. 
-
 Luinha ? – ela segurou o riso. 
- Cadê os meninos? – perguntei quando o carro já estava em movimento.
 
- Está quase em cima da hora do show, portanto eles ficaram lá para se arrumarem. – respondeu
 Sophia , a animação e ansiedade eram visíveis em seu rosto e em sua voz. 
- Ok então. Adorei o seu vestido. – elogiei-a. – Só não sei como você agüenta neste frio usar um vestido. – eu ri.
 
- Pois é não resisti aos encantos de um Dior. – nós rimos.
 
A família de
 Sophia tinha condições financeiras podemos dizer que, maiores que de todos nossos amigos. Ela aparentava ser a típica patricinha do ensino médio, mas não era. Ela só apreciava o luxo e tudo aquilo que há de mais caro no mundo, e tinha hábitos de ‘star quality’ como o de torrar muito dinheiro em compras. Mas é uma pessoa muito divertida e apesar de tudo, não é tão ‘paty’ como muitos pensam. 
- Só acho exagerado um Dior para ir a um show de uma banda que ainda não atingiu o topo da fama. – falei sem mudar minha expressão.
 
- Para de reclamar! – ela ria animada. – O McFly já tem muitas fãs, tanto que, ficaremos afastadas delas num lugarzinho especial. – ela dizia.
 
- E a
 Mel ? – perguntei deixando escapar um leve sorriso. 
- Ela já está a nossa espera. – respondeu ela.
 
Rapidamente chegamos ao local, havia muita gritaria e tivemos que entrar no camarim escoltadas por seguranças apesar de o McFly não ser tão famoso, realmente as poucas fãs que havia ali era o suficiente para gerar um grande tumulto em cima de nós e deles.
 
- Pronto, chegamos – disse
 Sophia indo em direção a Arthur e dando nele um selinho. 
- Até que fim – disse
 Rodrigo . 
Sentei-me num sofá que havia ali, e fiquei olhando para a televisão desligada.
 
- Vocês vão assistir ao show por um camarote que fica ali no alto. –
 Micael disse. 
- Por mim tudo bem, apesar de adorar ser esmagada junto às fãs. – eu disse soltando um sorriso irônico.
 
- Muito engraçadinha – disse
 Arthur . 
Apenas encarei-o com uma expressão séria esperando que ele soubesse o que eu estaria pensando.
 
Alguns minutos depois o McFly estava pronto para entrar no palco. Observei toda aquela agitação, principalmente a confusão que
 Rodrigo fez ao rasgar sua blusa. Mas eles não podiam mais atrasar e logo entraram no palco. 
Eu,
 Sophia , Mel e outras pessoas desconhecidas acompanhamos o show do alto. Foi tudo muito perfeito. 
Eles tocaram algumas músicas e a gritaria era muito grande, todos se divertindo. Era muito satisfatório ver que todos no local estavam curtindo as músicas.
 
Horas depois o show acabou. E era a hora que eu mais esperei, porque toda aquela confusão que se passava por minha cabeça iria terminar, todos os problemas iriam acabar.
 
Então nós saímos rapidamente do local, eu estava andando mais a frente de
 Mel e Sop ,só ouvi-as rindo e conversando,mas não me importava. Eu só queria chegar logo no camarim e ouvir tudo aquilo que Arthur tinha para dizer. 
- Pronto voltamos. –
 Mel disse. – Chay correu para abraçá-la. – Saí daqui Chay você está todo suado e nojento,arg. – Mel reclamava. 
- Esses dois ainda se casam. –
 Rodrigo disse. 
- Assim como eu e o
 Arthur . – Sophia disse correndo para abraçá-lo. 
- Não
 Sop, eu também estou suado... – Arthur tentava não abraçá-la. 
- Não importa meu amor. – Ela disse colocando as mãos em seu rosto.
 
Apenas observei com expressão fria e séria.
 
Continuei ali sentada esperando que
 Arthur se tocasse, mas isso demorou um tempo. 
-
 Sophia . – a voz de Mel gritava. – Vem aqui agora me ajudar. – e Sophia não pensou duas vezes em sair correndo ver o que houve com a amiga. 
Chay ,
 Micael e Rodrigo entraram em algumas ‘cabines de troca’ improvisadas, para se trocarem, e então ficou somente eu e Arthur . 
Fiquei encarando-o por um bom tempo, até que ele saiu do camarim e fez um gesto que era para eu ir junto.
 
Corri atrás dele e comecei a falar:
 
-
 Arthur , você me prometeu. – eu disse olhando em seus olhos. 
- Não se preocupe
 Luinha , eu prometi e vou cumprir. – ele olhava fundo em meus olhos. – Mas vamos sair daqui. 
Fomos para a rua, a alguns quarteirões do local do show. Já era bem tarde, por isso a rua estava vazia e não havia barulho algum, exceto a nossa respiração e nossas vozes.
 
-
 Arthur , para onde você está me levando? Já é tarde e é perigoso... – falei amedrontada. 
- Não se preocupe - disse ele andando.
 
Alguns minutos depois andando, chegamos a um lugar maravilhoso. Não era escuro, pois havia postes de luzes. Havia coqueiros e uma grama perfeita com algumas pétalas roxas caídas sobre ela. Era um parque, mas não havia ninguém no local.
 
- Que lugar perfeito
 Arthur . – eu disse encantada com a beleza do local. 
- Eu sei... Costumava vir aqui quando queria ficar sozinho. – ele disse olhando para o chão.
 
- Mas então... – tentei fazê-lo falar algo.
 
Ele suspirou.
 
-
 Luinha ... Ok, eu vou falar de uma vez por todas. – ele começou a falar. 
Apenas fiquei parada olhando no fundo de seus olhos, o que fazia meu estomago ter uma sensação estranha.
 
- Eu acho que seria difícil explicar tudo isso com palavras... – ele disse com uma expressão séria.
 
- Então me diga de outro modo. – sorri de leve.
 
Ele aproximou-se de mim, segurou em minhas mãos e continuou a me encarar.
 
Senti uma sensação estranha quando ele me tocou, assim como senti quando ele continuou a olhar tão profundamente em meus olhos.
 
Ele se aproximou mais, colocou suas mãos em minha nuca e eu pude sentir sua respiração sobre meu rosto, naquele momento eu não conseguia pensar em conseqüências, só queria curtir aquela sensação tão boa que ele me fazia.
 
Logo senti seus lábios frios tocarem nos meus e a sensação que eu sentia no estômago passou a ser maior e muito mais forte. Meu coração batia forte, cada toque era um arrepio, e o frio que fazia já não importava mais.
 
Continuamos a nos beijar por algum tempo,quando terminamos eu só conseguia olhá-lo e respirar fundo,as palavras ali já não tinham tanta importância.
 
-
 Arthur ... – ele me interrompeu com outro beijo, um pouco mais curto, mas foi o suficiente para me fazer calar. 
- Não diga nada. – ele falou baixo.
 
- O-o-o-o... – gaguejava.
 
- Eu disse para você não dizer nada. – falou ele mais baixo e me beijou novamente.
 
Olhei para baixo e ainda não tinha percebido no que acabará de acontecer.
 
- Isso explicou tudo o que você queria saber? – perguntou ele sorrindo.
 
Olhei em seus olhos. – Isso explicou mais do que eu queria saber. – sorri.
 
- Que ótimo, agora não temos mais segredos. – disse ele ainda sorrindo.
 
Parei por um momento e mudei minha expressão. Fiquei mais fria, mais séria.
 
- Não
 Arthur . – balancei a cabeça negativamente. – Nós só criamos outro segredo. - eu disse sentindo uma lágrima no canto do olho. 
Arthur parou por um momento e olhou para seus pés. – Só se você quiser. – ele disse.
 
- Não
 Arthur , você está errado. – eu disse numa voz triste. 
- Eu não estou
 Lua . – ele insistiu. – Se você quiser, isso não precisa ser segredo. – ele voltou a me encarar. 
- Você é louco? – perguntei-o.
 
- Sou. – ele respondeu.
 
Não consegui conter o riso. –
 Arthur Aguiar ... Só você para me fazer rir agora. – eu disse. 
- Vamos pensar nas conseqüências depois ok? – ele disse num tom de voz alegre.
 
- Por mim, tudo bem. Já estou acostumada com todos esses segredos. – eu disse. – Mas para onde vamos agora? – perguntei-o.
 
- Se você tiver coragem de voltar para lá. Quer dizer, creio que eles não estejam mais lá. – ele disse.
 
- Alguma sugestão? – arqueei a sobrancelha.
 
- Que tal irmos para a praia? – sugeriu ele.
 
-
 Arthur você é louco? Está muito tarde e frio. Minha mãe me mataria se eu não dormisse em casa. 
- O que se lembra sobre
 “vamos pensar nas conseqüências depois” ? – ele riu. 
- Está bem. – ri junto com ele.

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