Capítulo 1 - Feliz Ano Novo
Era ano novo, estava em casa como se não soubesse ou nem tinha reparado que todos estavam comemorando o novo ano e nós não. Para mim não fazia diferença alguma, estava em casa com quem gostaria de estar. Era o tipo de menininha linda e educada que os pais pediram a Deus. Aparências enganam.
- Luinha, Por que não foi com Micael para a praia? – Perguntou meu pai, sem nenhum assunto.
- Pai, olhe a minha cara de vontade de sair daqui nesse frio... – Respondi intrigada com a pergunta mais idiota que alguém teria feito para mim.
- Ah sim... – disse ele, levantando-se calmamente até o quarto.
- Jack para onde vai? – perguntou minha mãe.
- Me deitar, já é quase meia noite. – respondeu ele, soltando um leve bocejo.
- Luinha você ainda tem certeza que não vai sair? Eu já estou indo me deitar com seu pai e não quero que saia sem avisar... – ordenou minha mãe, com sua voz doce.
- Não se preocupe mãe, ficarei aqui assistindo televisão. – respondi, calma assim como ela disse anteriormente.
- Então boa noite querida, e feliz ano novo. – disse ela.
- Boa noite mãe, boa noite pai. – desejei a eles.
As horas e minutos pareciam que nunca passavam aquela com certeza era a noite mais entediante e chata que uma menina de 17 anos teria. Mas eu não tinha o que fazer, todos estavam numa festa perto da praia curtindo e bebendo, inclusive Arthur .
Arthur era meu melhor amigo, amigo que eu confiava muito apesar de a minha bff ser a namorada dele.
Enquanto eu tentava me distrair na televisão ouço um pequeno ruído perto da porta, me assusto, mas logo o medo passa, já estava acostumada com todos esses perigos da vida.
- Luinha? – perguntou a voz suave.
- Olá – respondi amedrontada.
- Não vai abrir a porta? – a voz do outro lado perguntava.
- É...er... Espere um minuto... - Tentei me lembrar de quem seria aquela voz tão doce, tão suave e logo me veio na memória. Abri a porta com cuidado para que meus pais não acordassem:
- Arthur ! – disse eu abraçando-o.
- Luinha! – respondeu ele, retribuindo o abraço.
- Entre... – ordenei.
- O que faz aqui uma hora destas? Não estaria com a Sop? – perguntei soltando um leve sorriso irônico.
- Sim na verdade eu estava, mas a festa ficou um tanto que chata. – disse ele.
- Por quê? – perguntei.
- Ah Luinha deixa pra lá, então... - tentou ele numa fracassada tentativa de mudar de assunto.
- Arthur ? Você fala como se ela estando lá ou não, tanto faz. – insinuei.
- E quem disse que isso não é verdade? – respondeu ele, já num tom doce novamente.
- Arthur . A Sophia é minha melhor amiga,e eu sei que ela te ama,por favor,não a magoe.
- O problema não é esse. – disse ele, com nojo em seu rosto.
Olhei para seu rosto sem mudar minha expressão e disse:
- Não entendo.
Olhei para baixo balançando a cabeça negativamente.
- Quem não entende sou eu... – disse ele, numa expressão triste, eu percebia o desgosto em sua face e queria fazer de tudo para não magoá-lo ali, se eu o perdesse com certeza eu perderia meu chão, seria como se perdesse uma parte de mim, como se perdesse algo muito valioso e nunca mais encontrasse.
- Arthur , eu não entendo o que você está querendo dizer. – disse eu numa voz calma, tudo para não ser grossa.
- Você não entende Lua. E nunca vai entender, quer dizer, um dia irá entender. –disse ele, levantando se.
- Para onde vai? Você tem que voltar para a festa,todos estão lá, e você se esqueceu que o McFly vai tocar na festa? – perguntei.
- Isso não importa mais. Vou para casa, ou para festa, na verdade não sei para onde vou, não tenho um lugar certo, vou seguir meu caminho e ir embora. – ele me respondeu, olhando fixamente em meus olhos.
- Mas.. ma ma mas..... Por que agora? – eu disse, olhando com uma cara triste para ele.
- Não sei, tchau Lua. – disse ele, sem olhar para traz.
Eu olhava na vidraça da janela e via seus cabelos escorrendo sobre as gotas d’água que caiam em seu rosto, ele parecia não se preocupar se estaria se molhando ou não ,parecia que ele estava... Fugindo de mim.
Sentei-me no canto da escada de madeira enquanto a chuva caia pelo lado de fora com muitos trovões e raios. Eu me perguntava por que essas coisas só acontecem comigo, não entendo, não consigo, não posso entender. Senti uma lágrima caindo no canto do meu olho.
- Por que eu estou chorando por Arthur ? – perguntei a mim mesma.
Eu não sabia a resposta, na verdade, eu achava que sabia a resposta, estou totalmente confusa.
- Arthur é só meu amigo, só meu amigo... – disse eu gritando na ultima repetição.
- Mas como? Por que só meu amigo? – perguntei novamente a mim mesma.
Levantei-me da escada, subi os degraus e fui para meu quarto. Meus pais não acordaram, ainda bem. Deitei-me e esperei uma resposta concreta para o que teria acontecido. E essa resposta não veio.
- Luinha, Por que não foi com Micael para a praia? – Perguntou meu pai, sem nenhum assunto.
- Pai, olhe a minha cara de vontade de sair daqui nesse frio... – Respondi intrigada com a pergunta mais idiota que alguém teria feito para mim.
- Ah sim... – disse ele, levantando-se calmamente até o quarto.
- Jack para onde vai? – perguntou minha mãe.
- Me deitar, já é quase meia noite. – respondeu ele, soltando um leve bocejo.
- Luinha você ainda tem certeza que não vai sair? Eu já estou indo me deitar com seu pai e não quero que saia sem avisar... – ordenou minha mãe, com sua voz doce.
- Não se preocupe mãe, ficarei aqui assistindo televisão. – respondi, calma assim como ela disse anteriormente.
- Então boa noite querida, e feliz ano novo. – disse ela.
- Boa noite mãe, boa noite pai. – desejei a eles.
As horas e minutos pareciam que nunca passavam aquela com certeza era a noite mais entediante e chata que uma menina de 17 anos teria. Mas eu não tinha o que fazer, todos estavam numa festa perto da praia curtindo e bebendo, inclusive Arthur .
Arthur era meu melhor amigo, amigo que eu confiava muito apesar de a minha bff ser a namorada dele.
Enquanto eu tentava me distrair na televisão ouço um pequeno ruído perto da porta, me assusto, mas logo o medo passa, já estava acostumada com todos esses perigos da vida.
- Luinha? – perguntou a voz suave.
- Olá – respondi amedrontada.
- Não vai abrir a porta? – a voz do outro lado perguntava.
- É...er... Espere um minuto... - Tentei me lembrar de quem seria aquela voz tão doce, tão suave e logo me veio na memória. Abri a porta com cuidado para que meus pais não acordassem:
- Arthur ! – disse eu abraçando-o.
- Luinha! – respondeu ele, retribuindo o abraço.
- Entre... – ordenei.
- O que faz aqui uma hora destas? Não estaria com a Sop? – perguntei soltando um leve sorriso irônico.
- Sim na verdade eu estava, mas a festa ficou um tanto que chata. – disse ele.
- Por quê? – perguntei.
- Ah Luinha deixa pra lá, então... - tentou ele numa fracassada tentativa de mudar de assunto.
- Arthur ? Você fala como se ela estando lá ou não, tanto faz. – insinuei.
- E quem disse que isso não é verdade? – respondeu ele, já num tom doce novamente.
- Arthur . A Sophia é minha melhor amiga,e eu sei que ela te ama,por favor,não a magoe.
- O problema não é esse. – disse ele, com nojo em seu rosto.
Olhei para seu rosto sem mudar minha expressão e disse:
- Não entendo.
Olhei para baixo balançando a cabeça negativamente.
- Quem não entende sou eu... – disse ele, numa expressão triste, eu percebia o desgosto em sua face e queria fazer de tudo para não magoá-lo ali, se eu o perdesse com certeza eu perderia meu chão, seria como se perdesse uma parte de mim, como se perdesse algo muito valioso e nunca mais encontrasse.
- Arthur , eu não entendo o que você está querendo dizer. – disse eu numa voz calma, tudo para não ser grossa.
- Você não entende Lua. E nunca vai entender, quer dizer, um dia irá entender. –disse ele, levantando se.
- Para onde vai? Você tem que voltar para a festa,todos estão lá, e você se esqueceu que o McFly vai tocar na festa? – perguntei.
- Isso não importa mais. Vou para casa, ou para festa, na verdade não sei para onde vou, não tenho um lugar certo, vou seguir meu caminho e ir embora. – ele me respondeu, olhando fixamente em meus olhos.
- Mas.. ma ma mas..... Por que agora? – eu disse, olhando com uma cara triste para ele.
- Não sei, tchau Lua. – disse ele, sem olhar para traz.
Eu olhava na vidraça da janela e via seus cabelos escorrendo sobre as gotas d’água que caiam em seu rosto, ele parecia não se preocupar se estaria se molhando ou não ,parecia que ele estava... Fugindo de mim.
Sentei-me no canto da escada de madeira enquanto a chuva caia pelo lado de fora com muitos trovões e raios. Eu me perguntava por que essas coisas só acontecem comigo, não entendo, não consigo, não posso entender. Senti uma lágrima caindo no canto do meu olho.
- Por que eu estou chorando por Arthur ? – perguntei a mim mesma.
Eu não sabia a resposta, na verdade, eu achava que sabia a resposta, estou totalmente confusa.
- Arthur é só meu amigo, só meu amigo... – disse eu gritando na ultima repetição.
- Mas como? Por que só meu amigo? – perguntei novamente a mim mesma.
Levantei-me da escada, subi os degraus e fui para meu quarto. Meus pais não acordaram, ainda bem. Deitei-me e esperei uma resposta concreta para o que teria acontecido. E essa resposta não veio.
Capítulo 1 – Feliz ano novo .


















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